Hoje, dia 15, o governo federal decide se retomará o horário de verão ainda este ano. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, se reúne com sua equipe técnica em Brasília para discutir o tema. Silveira, que estava de férias, antecipou seu retorno devido à urgência da decisão.
O horário de verão, que consiste em adiantar os relógios em uma hora durante parte do ano, foi adotado no Brasil por muitos anos com o objetivo de economizar energia. No entanto, a medida sempre dividiu opiniões. Segundo Silveira, a decisão será tomada com base em uma análise de custo-benefício. Ele afirmou que, se não houver risco energético, a questão precisa ser equilibrada, considerando o impacto em outros setores.
A reunião de hoje foi marcada com urgência, já que qualquer mudança precisa ser comunicada rapidamente para que os setores afetados, como o aéreo e a segurança pública, possam se preparar. O ministro destacou que o período mais relevante para a adoção do horário de verão seria entre 15 de outubro e 30 de novembro, com impacto até meados de dezembro.
Dados do Cemadem indicam que o Brasil enfrenta a pior crise hídrica desde 1950, o que agrava a discussão sobre a necessidade do horário de verão. O ministro também garantiu que a medida, se aprovada, não afetará o segundo turno das eleições, marcado para 27 de outubro, pois é necessário um prazo mínimo de 20 dias para adaptação.
Em abril de 2019, o governo Bolsonaro aboliu o horário de verão.
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