O governo federal confirmou que o horário de verão não será retomado em 2024, após 45 dias de discussões com especialistas. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apesar da crise hídrica no país, a medida não é necessária para garantir a segurança energética. Silveira afirmou que, embora o Brasil enfrente a pior seca desde 1950, os benefícios econômicos e a redução da demanda energética não justificam o retorno do horário de verão.
A decisão foi tomada após análises conduzidas em parceria com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que havia recomendado a volta do horário como forma de aliviar a pressão no sistema elétrico. O horário de verão é visto por alguns especialistas como uma alternativa para reduzir o consumo de energia durante os meses mais quentes, especialmente em momentos de crise hídrica.
Embora o governo tenha optado por não adotar a medida em 2024, Silveira destacou que a possibilidade de retomá-la nos próximos anos, especialmente em cenários de eventos climáticos severos, não está descartada. A questão será reavaliada em 2025, caso a situação hídrica ou energética do país se agrave.
O horário de verão foi implementado pela primeira vez no Brasil em 1931, durante o governo Getúlio Vargas, com o objetivo de economizar energia elétrica. A medida, que adiantava os relógios em uma hora, foi extinta em 2019 durante o governo Bolsonaro, quando estudos apontaram que o impacto econômico se tornara irrelevante.
PARAGUAI
Já no país vizinho, o Paraguai, o presidente Santiago Peña, do Partido Colorado, sancionou nesta segunda-feira (14) a Lei que estabelece o horário de verão como oficial no país durante todo o ano. A medida faz com que o Paraguai passe a operar no fuso horário -3GMT (Tempo Médio de Greenwich), o mesmo adotado por Brasília, Argentina e Uruguai, deixando para trás o antigo fuso -4GMT.
Essa mudança, que já vinha sendo aplicada desde o primeiro domingo de outubro, faz com que o Paraguai não tenha mais o mesmo horário de Mato Grosso do Sul. O estado brasileiro agora está uma hora atrás do país vizinho.
No Paraguai, o horário de verão era historicamente utilizado entre outubro e março. Com a nova lei, a prática será mantida indefinidamente, resultando em um ajuste permanente no fuso horário.
A decisão foi debatida no Congresso paraguaio, onde senadores e deputados apontaram benefícios como o melhor aproveitamento da luz natural e a harmonização com os principais parceiros comerciais do Mercosul.
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