Mais um caso de MPox é confirmado em MS

De acordo com a SES, o paciente é um homem de 27 anos que permanece em isolamento domiciliar, sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá

28 OUT 2024 Por Redação Sidrolândia 20h27

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou nesta segunda-feira (28) o primeiro caso de mpox (também conhecida como varíola dos macacos) em Corumbá, município a 427 quilômetros de Campo Grande. A notificação, realizada no último dia 21, elevou o número de casos confirmados da doença para 12 no estado.

De acordo com a SES, o paciente é um homem de 27 anos que permanece em isolamento domiciliar, sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá. O homem relatou que, nos últimos 30 dias, não viajou, mas confirmou ter tido contato com um desconhecido 21 dias antes do surgimento dos sintomas, o que pode ter sido o fator de contaminação.

Outros dois casos de mpox também foram registrados em outubro, ambos na capital Campo Grande, o que acende o alerta da SES para o monitoramento de novos casos.

Como ocorre o contágio da mpox?

A transmissão da mpox ocorre por meio de contato direto com as lesões de pele de uma pessoa infectada, através de relações sexuais, beijo ou exposição prolongada a gotículas de saliva. É importante que pessoas expostas ou em contato próximo com infectados adotem medidas preventivas.

Principais sintomas da mpox

Os sintomas da mpox incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, calafrios, fraqueza e dor de cabeça. O tempo de incubação do vírus pode variar de 3 a 21 dias após o primeiro contato.

Características das lesões

As lesões típicas da mpox são levemente elevadas e preenchidas com um líquido claro ou amarelado, que eventualmente formam crostas antes de secarem e caírem. Essas erupções se concentram principalmente no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas também podem afetar a boca, olhos e áreas genitais.

O diagnóstico da mpox é realizado em laboratório, por meio de teste molecular ou sequenciamento genético. A Portaria GM/MS nº 3328, de 2022, exige a notificação imediata dos casos suspeitos ou confirmados.

Para prevenir a contaminação, a SES recomenda evitar contato direto com pessoas infectadas; profissionais de saúde e cuidadores devem usar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção; pessoas infectadas devem manter-se em isolamento; evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão; higienizar as mãos frequentemente e desinfetar superfícies.

A SES reforça a importância das medidas preventivas para controlar a disseminação da mpox no estado, especialmente em regiões com casos recentes.

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