Carlos Bernardo concede entrevista à Jota FM

Empresário comenta crescimento da UCP, impacto econômico da educação e defende inclusão no ensino médico

01 JUL 2025 Por Mateus Adriano 17h48

O empresário Carlos Bernardo participou do jornal Ronda do MS desta terça-feira (1), na rádio Jota FM, e disse que a presença universitária na região de fronteira entre Brasil e Paraguai tem gerado impacto significativo na economia local.

A estimativa é que o segmento movimente até 15 milhões de dólares por mês em Pedro Juan Caballero, valor que, convertido em reais, chega a cerca de R$ 80 milhões mensais.

Segundo ele, a maioria dos estudantes reside no lado brasileiro da fronteira, contribuindo diretamente para o comércio, setor imobiliário e serviços.

“Eles alugam casas no Brasil, fazem compras aqui, usam o sistema de saúde, tudo”, afirmou. Bernardo também declarou que Pedro Juan Caballero já pode ser considerada uma cidade universitária, com mais de oito faculdades de Medicina em funcionamento.

Durante a entrevista, o empresário também comentou sua participação no lançamento do Plano Familiar 2025-2026, em Brasília, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O programa prevê investimento de R$ 78 milhões para agricultura familiar. Bernardo aproveitou o momento para criticar a instabilidade política no país. “O Brasil vive um cabo de guerra entre direita e esquerda. Quem paga a conta disso é o povo”, disse.

A respeito do curso de medicina oferecido pela Universidade Central do Paraguai (UCP), que ele administra, Bernardo informou que 600 novas vagas estão previstas para a turma de agosto.

As mensalidades variam entre R$ 1.300 e R$ 1.700, conforme o semestre. Ele criticou o custo elevado das faculdades de Medicina no Brasil. “Criaram um mecanismo onde só filho de médico, funcionário público de alto escalão ou agropecuarista pode virar médico”, declarou.

Por fim, falou sobre o Arraiá da UCP, realizado no fim de semana em Pedro Juan. Bernardo destacou o trabalho da equipe e a organização do evento. “Eu tenho uma equipe muito boa trabalhando comigo. Lá funciona como um relógio. Eu fui o que menos trabalhou”, afirmou, acrescentando que a festa já se tornou a maior da região de fronteira. “É a melhor, com certeza”.

Assista à entrevista completa:

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