Uso de medicamentos para emagrecer exige cuidados e acompanhamento, alerta médica

Durante entrevista no podcast Elas Podem Mais, Patrícia Pólvora explicou diferenças entre Ozempic e Mounjaro e apresentou programa que alia emagrecimento e qualidade de vida

02 JUL 2025 Por Mateus Adriano 18h34

A médica Patrícia Pólvora alertou sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento durante entrevista ao podcast Elas Podem Mais desta quarta-feira (2), na rádio Jota FM. Segundo ela, remédios como Ozempic e Mounjaro podem trazer bons resultados, mas devem ser utilizados com prescrição e acompanhamento profissional.

“Estamos numa era de ouro no tratamento da obesidade, mas muita gente usa essas medicações por conta própria ou com orientação inadequada”, afirmou.

Ela explicou que o Mounjaro, mais recente no mercado brasileiro, tem ação dupla — com os hormônios GLP-1 e GIP — e pode apresentar menos efeitos colaterais em comparação ao Ozempic, que atua apenas com o GLP-1. Ambos foram desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, mas hoje também são utilizados para controle de peso.

A médica reforçou que o uso desses medicamentos precisa considerar o perfil do paciente. “Nem todos precisam. Eu não prescrevo Mounjaro para quem está só dois quilos acima do peso. Mas um paciente com obesidade, diabetes e hipertensão pode ser um bom candidato”, disse.

Segundo ela, o tratamento deve envolver avaliação completa e constante. “Os meus pacientes são acompanhados semanalmente. Eu mesma entro em contato para garantir o resultado sem prejuízos à saúde”.

A perda de massa muscular e de densidade óssea são exemplos de efeitos negativos que podem ocorrer quando o emagrecimento é rápido demais. “Esses medicamentos podem causar isso se o paciente não for bem acompanhado. Por isso, é fundamental que o uso seja integrado a uma mudança de hábitos, com orientação médica e nutricional”, alertou Patrícia.

Durante a entrevista, a endocrinologista também apresentou o programa Vida Plena, iniciativa criada por ela para oferecer um acompanhamento mais completo e duradouro. “Eu entendo que a medicina não deve ser fragmentada. Criei esse programa para trabalhar o paciente como um todo, do despertar ao adormecer”, explicou.

O programa tem versões de seis meses ou um ano e inclui avaliação de composição corporal, sono, alimentação e rotina diária. “A ideia é oferecer um cuidado contínuo, ajudar o paciente a entender seus hábitos e transformá-los de forma consciente”, finalizou.

Assista ao podcast Elas Podem Mais na íntegra:

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