Taxa de desemprego em MS cai para 2,9% e atinge menor nível da série histórica

Estado tem quarta menor taxa do país e redução da informalidade; secretário destaca efeito de investimentos privados e programas de qualificação

17 AGO 2025 Por Redação Jota FM 12h00

A taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul caiu para 2,9% no segundo trimestre de 2025, segundo a PNAD Contínua Trimestral do IBGE. É o menor índice já registrado para o período desde 2012.

O resultado representa queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4,0%) e de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (3,8%), conforme boletim do Observatório do Trabalho, elaborado pela Semadesc e Funtrab.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, afirmou que o resultado é histórico. “Devemos comemorar a taxa de 2,9%. Esse é um desemprego extremamente baixo em Mato Grosso do Sul e mostra que os investimentos privados têm contribuído para ampliar o emprego”, disse.

O estado tem a quarta menor taxa de desemprego do país, atrás de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). A média nacional é de 5,0%. Em Campo Grande, o índice ficou em 4,3%, oitavo menor entre as capitais.

Verruck ressaltou que políticas públicas também influenciaram no resultado. “O MS Qualifica já mostra impacto ao preparar a mão de obra, conectar oferta e demanda e ampliar a empregabilidade”, afirmou.

A taxa de informalidade foi de 32,0%, a menor já registrada para um segundo trimestre na série histórica. A subutilização da força de trabalho atingiu 9,8% (281 mil pessoas) e o percentual de desalentados caiu para 0,8%.

Segundo o secretário, reduzir a informalidade é tão importante quanto diminuir o desemprego. “Estamos transferindo trabalhadores para o mercado formal, o que reduz a pressão sobre programas sociais”, declarou.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 3.466,00, alta de 2,09% frente ao mesmo período de 2024, embora menor que o trimestre anterior (R$ 3.891,00). A maior parte dos trabalhadores atua na administração pública, educação, saúde e serviços sociais (20,9%), seguida pelo comércio e reparação de veículos (19,3%) e agropecuária (10,7%).

Verruck lembrou que a safra agrícola, a retomada da atividade industrial e empresas operando em plena capacidade também favoreceram o desempenho. “Investindo em qualificação e reduzindo a informalidade, geramos empregos de qualidade. A melhor forma de inclusão é o emprego formal”, concluiu.

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