Criada pela Lei Federal nº 7.488, de 11 de junho de 1986, a data é uma oportunidade para reforçar campanhas de prevenção e estimular fumantes a buscarem ajuda para abandonar o vício, considerado um dos principais fatores de risco para diversas doenças graves.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tabagismo é uma das maiores causas de morte evitável no mundo. Só no Brasil, cerca de 200 mil pessoas morrem anualmente em decorrência do fumo. No cenário global, os números são ainda mais alarmantes: mais de 5 milhões de pessoas perdem a vida todos os anos por complicações relacionadas ao cigarro.
Impactos à saúde
O tabaco é apontado como o principal causador de câncer de pulmão, um dos tipos de tumor que mais mata no país. Mas os riscos não param por aí. Fumar aumenta significativamente a probabilidade de doenças como infertilidade masculina, impotência sexual, derrame cerebral, enfisema, bronquite crônica, doenças cardíacas, entre outras.
Outro ponto preocupante é o fumo passivo. Pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes em ambientes fechados, estão igualmente expostas aos efeitos nocivos da fumaça. Segundo estimativas, sete pessoas morrem todos os dias no Brasil devido às consequências do fumo passivo.
Ações de prevenção
O Ministério da Saúde, em parceria com órgãos e entidades de saúde pública, realiza ao longo do ano diversas campanhas educativas, mas é no Dia Nacional de Combate ao Fumo que a mobilização ganha força, com eventos, palestras, distribuição de materiais informativos e incentivo a programas de cessação do tabagismo em todo o país.
Especialistas reforçam que parar de fumar é possível e que tratamentos gratuitos estão disponíveis no SUS, incluindo acompanhamento médico, terapias de apoio e medicamentos auxiliares.
Neste 29 de agosto, a mensagem é clara: combater o fumo é salvar vidas. Quanto mais cedo o cigarro for deixado de lado, maiores são as chances de recuperação da saúde e de prevenção de doenças graves.
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