Municípios de Mato Grosso do Sul receberam novas diretrizes de combate ao Aedes aegypti. A orientação prevê mudanças nas visitas domiciliares dos agentes, que passam a priorizar áreas classificadas como críticas.
A medida foi adotada após a divulgação do terceiro ciclo do LIRAa/LIA de 2025, que apontou aumento sazonal da infestação. No levantamento, 21 municípios foram classificados em risco médio e um em risco alto. No mesmo período do ano passado, eram apenas três cidades em risco médio e nenhuma em risco alto.
Com a nova estratégia, as equipes deixam de atuar apenas em microáreas fixas e passam a se concentrar em territórios com maior vulnerabilidade. Em imóveis fora dessas áreas, o monitoramento será feito por armadilhas conhecidas como ovitrampas.
A SES orientou os 79 municípios do estado a reorganizarem seus cronogramas com base nos dados do levantamento. A atualização também inclui mudanças no aplicativo e-Visita Endemias, usado para registrar informações de campo.
Segundo a secretaria, o objetivo é aumentar a efetividade das visitas e otimizar o uso dos recursos. Além da reorganização, estão previstas capacitações regionais para os profissionais envolvidos no trabalho de campo.
As orientações reforçam ainda a importância da participação da população na eliminação de criadouros, já que a maior parte dos focos é encontrada dentro das residências.

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