Campo Grande encerra 2025 com destaque nacional e internacional em arborização urbana

Capital mantém selo global, amplia ações ambientais e projeta metas mais ambiciosas para 2026

02 JAN 2026 Por Toni Feitosa - DRT 1006 13h00

Campo Grande fecha 2025 consolidada como a capital mais arborizada do país e com reconhecimento que ultrapassa as fronteiras nacionais. As políticas públicas voltadas à arborização urbana renderam novos prêmios, visibilidade internacional e a definição de metas ampliadas para 2026, com foco em planejamento urbano, educação ambiental e monitoramento digital das árvores.

Ao longo do ano, o município recebeu, pela sexta vez consecutiva, o selo Tree City of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU. A certificação reconhece cidades que mantêm políticas permanentes de gestão e preservação do patrimônio arbóreo.

A capital sul-mato-grossense também foi premiada no Congresso Sul-Mato-Grossense de Cidades Digitais e Inteligentes, em razão da digitalização do sistema de avaliação de risco de árvores, atualmente realizada por meio da plataforma Arbolink.

O modelo adotado em Campo Grande ganhou ainda projeção internacional. A revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), com a aplicação da Regra 3-30-300, e o Projeto Via Verde foram selecionados para integrar o Catálogo de Iniciativas Climáticas Urbanas no Brasil, apresentado durante a COP30, em Belém. A escolha foi feita por organismos ligados à ONU-Habitat e à cooperação internacional alemã.

Educação ambiental e participação popular
A Semana da Árvore de 2025 ampliou o envolvimento da população, com ações educativas e plantios em diferentes regiões da cidade. Durante a programação, foram lançados materiais técnicos sobre manejo adequado das árvores e valorização das espécies nativas, além da distribuição gratuita de cerca de 15 mil mudas frutíferas.

Também foram realizados plantios comunitários em escolas, praças e no canteiro central da Avenida Mato Grosso, além do lançamento do projeto de miniflorestas urbanas, voltado à criação de pequenos núcleos de vegetação nativa em áreas públicas.

Avanço nos indicadores
Dados consolidados de 2025 apontam crescimento nas ações ambientais. Ao longo do ano, foram plantadas 7.429 mudas em vias públicas, parques e praças. O Viveiro Flora do Cerrado produziu cerca de 40 mil mudas, com mais de 27 mil distribuídas à população em eventos e ações sociais.

No aspecto técnico, mais de nove mil árvores passaram por algum tipo de análise, incluindo avaliações de risco, autorizações e medidas de compensação ambiental. Árvores históricas, como as figueiras centenárias das avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, receberam tratamento fitossanitário específico para garantir a preservação.

Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a gestão municipal prevê a ampliação do Projeto Via Verde, o avanço na aplicação da Regra 3-30-300 — que estabelece metas mínimas de cobertura vegetal nas cidades — e o reforço do monitoramento digital das árvores. Também está prevista maior integração com a rede de ensino e aumento da produção de mudas.

A prefeita Adriane Lopes destaca que a arborização é estratégica para o desenvolvimento urbano. “A arborização não é apenas um cuidado estético, mas uma política pública essencial para garantir conforto térmico, saúde e qualidade de vida”, afirmou.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Ademar Silva Junior, avalia que a modernização da gestão tem sido determinante. “O uso da tecnologia permite planejar melhor os plantios e prevenir riscos, tornando a cidade mais preparada para os desafios climáticos”, disse.

Já a gerente de Arborização, Dayane Zanela, afirma que 2026 será um ano de consolidação. “O desafio agora é ampliar o alcance das ações e tornar Campo Grande cada vez mais resiliente e conectada com a natureza”, pontuou.

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