Celebrado anualmente no início da segunda semana de fevereiro, o Dia Internacional de Combate à Epilepsia chama atenção para uma das doenças neurológicas mais antigas e ainda cercadas por preconceito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é uma doença crônica não transmissível do cérebro que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo mais comum em países de baixa e média renda.
A condição é caracterizada por convulsões recorrentes, causadas por descargas elétricas excessivas no cérebro, que podem provocar movimentos involuntários, perda de consciência e outras alterações neurológicas. A OMS ressalta que uma convulsão isolada não caracteriza epilepsia, sendo necessário o registro de duas ou mais crises não provocadas para o diagnóstico.
Apesar de ser tratável, a epilepsia ainda enfrenta forte estigma social, o que impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. Dados da OMS indicam que até 70% das pessoas podem ficar livres das convulsões com o uso correto de medicamentos, mas cerca de 75% dos pacientes em países de baixa renda não recebem tratamento adequado.
A entidade destaca ainda que cerca de 25% dos casos são evitáveis, principalmente por meio da prevenção de acidentes, controle de doenças infecciosas, redução de fatores de risco cardiovascular e melhoria do acesso aos serviços de saúde. A data reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do combate ao preconceito, fundamentais para garantir dignidade e qualidade de vida às pessoas com epilepsia.
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