O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou neste domingo (25) estar confiante na vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e estimou que o candidato pode superar 65% dos votos em Mato Grosso do Sul. Riedel votou na Escola Estadual Frederico Liebermann, em Campo Grande, e avaliou positivamente a mobilização de seu grupo político durante o segundo turno.
Segundo o governador, lideranças e apoiadores mantiveram atividades de campanha nas três semanas entre as duas etapas da eleição, com adesivagens, carreatas e mobilizações em municípios de diferentes portes. Riedel também criticou o tom da disputa nacional, que, na avaliação dele, teve poucas propostas e muitas acusações entre os candidatos.
“Se nós pegarmos o primeiro turno, o resultado das eleições, para nós aqui, para o nosso campo político, foi muito positiva, e seguimos mobilizados”, afirmou. O governador disse que a campanha continuou em todo o Estado até a véspera da votação, com manifestações em diversas cidades.
“Então, acredito que o resultado vai aparecer na urna. No primeiro turno, o Flávio teve 58% dos votos aqui no primeiro turno. Eu acredito que a gente supere os 65% de votos”, declarou Riedel, ressaltando que o resultado dependeria da decisão dos eleitores.
O governador considerou a campanha presidencial acirrada e disse que o debate ficou marcado por confrontos entre os candidatos. “Uma campanha muito acirrada, muito ausente de propostas, muitas acusações, o que eu não gosto, não acho positivo, de ambos os lados”, afirmou.
Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro, Riedel declarou que pretende manter a relação administrativa com o governo federal independentemente do resultado da eleição. Ele afirmou que a atuação do Estado deve priorizar projetos de interesse da população e a busca por convergências com a Presidência da República.
“Eu não misturo posições políticas com relações administrativas. Eu sempre lidei com muito respeito com o presidente Lula, sempre tive o respeito dele”, disse. Segundo o governador, a relação entre os governos deve ser pautada pelas responsabilidades institucionais.
“Independente de qual seja o presidente do Brasil, eu como governador tenho essa obrigação com o Mato Grosso do Sul”, afirmou Riedel. Ele acrescentou que pretende respeitar diferentes posições políticas e atender à população sem distinção de preferência partidária.
Mudanças no governo ficam para depois da discussão na Assembleia
Questionado sobre a preparação para o segundo mandato, Riedel afirmou que pretende encaminhar projetos à Assembleia Legislativa a partir de novembro. As propostas devem tratar da estrutura administrativa e de medidas para preservar o equilíbrio fiscal e a continuidade das políticas públicas.
O governador disse que a definição de mudanças na estrutura de governo virá antes da escolha dos nomes que ocuparão os cargos. “De mim vocês não ouviram falar nada e nem vão ouvir até dezembro”, afirmou, ao comentar as especulações sobre a composição da próxima equipe.
Riedel também declarou que não pretende enviar todas as propostas de uma só vez. Segundo ele, os projetos serão apresentados conforme estiverem prontos, para permitir discussão com os deputados estaduais.
“Não é um pacotão que vai, nada disso. Vão sendo enviados os projetos porque cada um tem uma natureza de prazo, de tempo, de validade”, explicou. O governador disse que pretende apresentar à imprensa o conjunto de medidas antes do envio à Assembleia.
Ao comentar os critérios para a futura equipe, Riedel afirmou que pretende priorizar a capacidade técnica dos escolhidos e a entrega de resultados à população. A discussão sobre possíveis retornos de ex-secretários que deixaram os cargos para disputar as eleições ficará para depois da definição do modelo de gestão.
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