29 de julho, lembranças de uma noite de horror e medo

As vítimas que residiam em Ivinhema foram enterradas todas em túmulos próximos no cemitério municipal.

29 JUL 2020Por Rosa Barros08h00

No dia 29 de Julho de 1989 uma tragédia marcou a cidade de Ivinhema, quando um ciclone tropical atingiu a cidade inesperadamente causando grandes estragos na nossa região.

O acontecimento marcou uma noite de sábado, em torno das 21:00 e 22:00 horas, naquela noite acontecia um desfile de primavera no clube Acri, atualmente clube AREFA, no local encontravam-se aproximadamente 450 pessoas a maioria jovens da cidade e região.

O ciclone chegou com um vento forte e violento atingiu totalmente o clube que por sua vez teve sua estrutura completamente destruída vinda ao solo e caindo sobre moradores próximos e também as pessoas que se encontravam no local para assistir o tão esperado desfile, estruturas metálicas foram dobradas e amassadas como se fosse uma folha de papel, no local havia muitas famílias, e a noite que seria de descontração e alegria, acabou se tornando um verdadeiro filme de horror e medo, causando pânico em todos que ali se encontravam, e também várias pessoas da região.

O acidente de causa natural veio a deixar várias vitimas fatais, bem como também muitos feridos, ao todo foram 19 mortos, entre esse número estavam pessoas da nossa região, como Glória de Dourados e dois funcionários da Enersul.

Não foi somente o clube que veio a sofrer com a destruição e a fúria do ciclone, locais como a Escola Estadual Senador Filinto Muller, Auto Posto Vitória, vários comércios e residências também tiveram sua estrutura levada pela força do vento, destruindo totalmente a cidade, e deixando várias famílias desabrigadas e em estado de total calamidade.

Moradores relataram que a estratégia usada para que não fossem levados pelo vento foi de terem se envolvido em colchões e abrigarem-se debaixo das mesas.

Devido naquela época a cidade te poucas condições financeiras e precariedade em recursos, os feridos foram socorridos por próprios moradores da cidade, os mesmos estacionavam seus carros de ré e resgatando vítima por vítima, levando os mesmos para receberem atendimento hospitalar em cidades como Dourados, Nova Andradina e Presidente Prudente.

As vítimas que residiam em Ivinhema foram enterradas todas em túmulos próximos no cemitério municipal.

Sobreviventes já relataram que aquela terrível noite ficará marcada na memória de todos, como um filme de horror, medo e sobrevivência.

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