Falta de chuva na zona rural faz Japorã decretar emergência em MS

02 MAR 2017Por Do G110h54

A pouca quantidade de chuva em Japorã, a 470 km de Campo Grande, foi motivo para a prefeitura decretar situação de emergência na zona rural da cidade, segundo publicação na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial dos Municípios.

O município no extremo sul de Mato Grosso do sul teve baixos níveis de precipitação desde janeiro. Dentre os efeitos provocados pela estiagem estão graves prejuízos econômicos com o plantio da safrinha do milho e comprometimento dos serviços de abastecimento de água por meio da captação rústica, além de atrapalhar as reservas hidrológicas e capacidade de distribuição.

Em janeiro, era esperado pelo menos 145,4 milímetros de chuva em Japorã, segundo o meteorologista Natálio Abrahão Filho, mas só foi registrado 67,6 milímetros. A quantidade de chuva também ficou abaixo do esperado em fevereiro, quando choveu 73,8 milímetros, apenas 455 do esperado para o mês, que era de 162,4 milímetros. A última chuva significativa registrada na cidade foi em 24 de fevereiro, de 16,2 milímetros.

Ainda segundo o meteorologista, a última vez que a cidade decretou emergência por conta da estiagem foi em junho de 2009, época do ano em que a falta de chuva é esperada para a região por estar no período de janela da estiagem.

Prejuízos
O escoamento da produção leiteira dos pequenos produtores rurais e a produção agropecuária, principalmente de milho, mandioca e hortifruti sofre perdas graves por conta da falta de chuva, o que provoca danos econômicos e sociais, segundo o decreto.

A vulnerabilidade das comunidades rurais afetadas pela falta de chuva também foi considerada pela prefeitura para decretar o estado de emergência. Segundo o decreto, essas populações vivem em isolamento e faltam equipes de saúde para atendimento, inclusive na comunidade indígena.

Como consequência da declaração de situação de emergência, os órgãos municipais e voluntários ficam autorizados a atuarem sob a coordenação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil com objetivo de assistir a população afetada pela falta de chuva.

E, como de praxe, ficam dispensados de licitação os contratos de aquisição de bens necessários para as atividades de resposta ao desastre e prestação de serviços e obras relacionadas ao problema. O decreto entra em vigor na data da publicação.

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