MPE segue cadastrando pessoas lesadas em promoção

Promotora Danielle Zampieri quer consumidores ressarcidos

28 NOV 2017 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 06h11

Para assegurar o ressarcimento às pessoas que pagaram ingressos para o Arraiá do Lobo, evento que acabou não acontecendo, o Ministério Publico Estadual solicita a quem foi lesado que procure a instituição em Sidrolândia e registre a sua reclamação.

“Estamos fazendo um cadastro e esperamos que todas as pessoas que se sentiram lesadas compareçam com os documentos comprobatórios”,

afirmou a titular da 1ª Promotoria de Justiça do Consumidor, do patrimônio Publico e Social, Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira, “O MPE está adotando todas as providências cabíveis visando à devolução do dinheiro que foi dispendido por cada consumidor lesado”, afiançou ela.

O Arraiá do Lobo foi uma festa agendada para 23 de junho, com venda antecipada de ingressos. Depois, o evento foi transferido para quatro de agosto. Não aconteceu outra vez e em setembro, a pedido dos compradores dos ingressos, o MPE instaurou a investigação e demais procedimentos para apurar responsabilidades e definir quais os direitos do consumidor haviam sido lesados.

Muita gente comprou ingressos, que custavam de R$ 30,00 a R$ 50,00 na área vip e de R$ 50,00 a R$ 80,00 nos camarotes. Ao instaurar os procedimentos, o MPE deu prazo de 30 dias aos organizadores da festa para devolver o dinheiro. O promoteur Fagner Lobo pediu prorrogação de mais 30 dias, o novo prazo acabou em dois de novembro e nem assim cumpriu o que fora determinado pelo Ministério Publico.

Em entrevista à Rede Feitosa de Rádio, Danielle insistiu muito no comparecimento dos lesados ao MPE para registrar seu prejuízo. “Temos a ficha-padrão de atendimento, cadastramos dezenas de consumidores, tiramos cópia dos ingressos. Tudo documentado para embasar o processo de ressarcimento”, explicou.

Foram vendidos mais de 100 ingressos, mas até o final da semana passada apenas 25 pessoas haviam sido identificadas na instrução dos registros para o pedido de ressarcimento. Danielle considera provável que no final do ano o MPE entre com uma ação coletiva. “Por isso estou conclamando a presença dos consumidores prejudicados na promotoria. O atendimento é rápido”, reforçou.

 

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