Dois presos na Operação Planum, deflagrada nesta quinta feira (29), foram levados para a sede da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande (MS). Também foram apreendidos dois malotes com documentos e um veículo. A movimentação de policiais e viaturas no local é intensa. No Estado, 32 policias cumprem mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Fátima do Sul e Caarapó. Os nomes dos suspeitos não foram informados pela polícia.
A operação mira doleiros que movimentaram R$ 1,4 bilhão com tráfico de cocaína nos Estados de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Goiás. Ao todo, 200 policiais federais cumprem 21 mandados de prisão, 40 de busca e apreensão e ordens judiciais para sequestro e bloqueio de mais de R$ 25 milhões em imóveis, fazendas, aeronaves, embarcações, veículo e contas bancárias.
A investigação, que indica a participação de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico de drogas no exterior, começou em junho do ano passado para apurar o envio de cocaína da Bolívia para a região sul do Brasil. Segundo a polícia, aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem carregados com grande quantidade de cocaína (em média 500 quilos) na Bolívia.
De lá, seguiam para o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa. Na sequência, a droga seguia pela rodovia para outros Estados e permanecia em depósito até ser despachada para a Europa por meio de portos brasileiros.
Segundo a polícia, a investigação aponta para um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro vindos do tráfico de drogas, como contrabando. A movimentação dessa instituição financeira clandestina foi de aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos. A polícia já rastreou cerca de 90 empresas de fachada e 70 pessoas empregadas como “laranjas” do grupo para a operacionalização da lavagem de dinheiro e operações de câmbio ilegais.
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