A Polícia Civil informou que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, é o autor dos disparos na Catedral Metropolitana de Campinas. Ele era morador de Valinhos, cidade vizinha a Campinas.
Euler foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. O Ministério Público de São Paulo informou que ele pediu exoneração do cargo em 3 de julho de 2014. O perfil de Euler em uma rede social, sem postagens, informa que ele estudou no Colégio Técnico da Unicamp e na Unip, em Campinas.
O delegado José Henrique Ventura, que acompanha as investigações do caso, informou que Euler Fernando Grandolpho não tem antecedentes criminais. “A profissão, ao que parece, é analista de sistemas. É uma pessoa fora de qualquer suspeita em circunstâncias normais. Agora, com a identificação, nós vamos investigar a motivação”, apontou.
A carteira de habilitação do atirador foi encontrada em uma mochila dentro da igreja. Ventura informou que será feita uma diligência à casa de Grandolpho para buscar informações que possam levar ao esclarecimento do crime. “Vamos fazer um levantamento da casa, de quem mora, se é casado. Os dados para saber os antecedentes antes dele chegar a Campinas”, explicou.
Investigações preliminares apontam que Grandolpho não conhecia as vítimas. “Estamos agora identificando as vítimas, porque o que nos interessava primeiro era saber quem era o atirador”, apontou o delegado.
As imagens de câmeras de segurança mostram que o atirador entrou na igreja, sentou em um dos bancos e começou a atirar em pessoas que estavam atrás dele. Ele tinha uma pistola e quatro carregadores. “Usou dois carregadores e tinha dois cheios com 22 cápsulas”, disse Ventura. Antes de se matar, o atirador foi atingido pela polícia.
Testemunha
O aposentado Pedro Rodrigues, 66 anos, estava em um dos últimos bancos da igreja quando o atirador abriu fogo. “Eu peguei o final da missa, sentei, mais ou menos depois de 5 minutos que tinha terminado a celebração. Começou a chegar as pessoas para fazer as ações individuais e de repente percebi que no meio um rapaz se levantou, se posicionou em frente a um casal e começou a atirar à queima roupa. Eu vi dois tiros”, contou. Rodrigues correu para fora da igreja e continuou a ouvir disparos. “Eu escutei mais ou menos 15 disparos”.
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