Durante a investigação do caso, a polícia descobriu que as garotas que trabalhavam na casa eram impedidas de sair de lá até que pagassem as “dívidas” que tinham com o estabelecimento. Antônio cobrava pela comida e bebidas que eram consumidas na casa pelas meninas e até uma taxa pelos programas feitos.
Dia dia 22 à tarde, três das meninas que eram mantidas lá, e foram trazidas do Paraguai, tentaram fugir, mas foram perseguidas por Antônio. Quando alcançadas, tiveram que entregar o dinheiro, celular e as bagagens que estavam com elas. Uma foi até presa dentro da casa novamente porque Antônio “ainda não teria recebido de volta o investimento feito nela”.
A polícia descobriu que ele trazia, de ônibus, as meninas de Foz do Iguaçú, no Paraná, divisa com o Paraguai. Na casa também foram encontrados comprovantes de pagamentos em casas de câmbio em nome de paraguaios, confirmando o tráfico de pessoas.
As três mulheres que tentaram fugir foram ouvidas pelos policiais e liberadas em seguida, elas tinham os documentos de imigração e voltaram para casa, no país vizinho. No local onde funcionava a casa de prostituição foram encontradas anotações do consumo das meninas e um caderno com a relação dos programas feitos por elas.
O crime de tráfico de pessoas tem pena de até oito anos de detenção e o de manter casa de prostituição pode somar mais cinco anos de reclusão.
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