De acordo com a PF, ele 'vendia' supostas informações sobre operações e usava nomes até de membros do judiciário para cobrar para 'ajudar' demais criminosos.
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira (26), em Dourados, a 214 quilômetros de Campo Grande, um homem suspeito de se passar por policial federal para cobrar propina de até R$ 1 milhão de contrabandistas de cigarro.
A prisão e o cumprimento de três mandados de busca e apreensão integram a segunda fase da operação Nepsis, deflagrada em setembro de 2018, quando diversas pessoas, entre elas vários policiais, foram presas. Eles são acusados de trazer para o Brasil pelo menos 1,2 mil carretas de cigarros contrabandeados do Paraguai. O esquema ficou conhecido como máfia do cigarro.
De acordo com a PF, na estratégia usada pelos contrabandistas para entrar com cigarro no Brasil estava a corrupção de policiais. As investigações apontam que entre as pessoas que recebiam propina estava o homem preso nesta terça-feira.
Conforme a PF, o homem dizia que era policial e chegou a citar nomes de membros do judiciário. Ele pedia propina dizendo que atrapalharia supostos planejamentos de operações de combate ao contrabando. Em uma situação, pediu R$ 1 milhão.
Ele é suspeito também de atuar com monitoramento das rodovias em prol das quadrilhas. O preso foi indiciado pelos crimes de organização criminosa e tráfico de influência.
Nova Andradina Jovem de 22 anos morre durante transferência hospitalar após ocorrência
"SINTONIA DAS GRAVATAS" PM é investigado por vazar dados sigilosos à esposa advogada ligada ao PCC
Operação Trama Oculta Prefeito de Sidrolândia exonera secretário após operação do Gaeco
TRÁFICO DE DROGAS DOF apreende 112 quilos de maconha em empresa de transporte coletivo em Dourados