O advogado preso na terça-feira (24) em Anastácio, a 134 quilômetros de Campo Grande, pelo estupro de três adolescentes de 11, 12 e 15 anos, foi alvo da Operação Nacional Contra a Corrupção deflagrada em 2013 pelo Ministério Público, para combater organização criminosa especializada na falsificação de carteiras de habilitação. Na ocasião, ele foi um dos presos.
A ação teve mandados de busca em Anastácio, Aquidauana, Nioaque, Sidrolândia e Jateí. As investigações tiveram início em outubro de 2012, a partir da descoberta do grupo que, além das CNHs, também falsificava certificados de cursos de transporte de cargas perigosas, transporte de passageiros e coletivos. Cada CNH era vendida de R$ 1,5 mil a R$ 3 mil. Os investigados eram ligados a autoescolas e centros de formação de condutores.
Conforme já noticiado, o advogado vinha sendo investigado há seis meses e foi preso na terça-feira, após ser flagrado com as adolescentes no carro. Eles estavam consumindo bebidas alcoólicas e no veículo foi encontrado camisinhas e medicamentos que seriam estimulantes sexuais. A polícia tinha informações de que o homem abusava das vítimas em motéis de Anastácio, com consentimento de familiares.

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