Deam deve atender crianças vítimas de violência durante plantão.

A medida vai valer enquanto sala especial não fica pronta.

03 MAR 2023 Por Diógenes Ferracini Duarte 11h29

Em 45 dias, salas devem ficar prontas para atender crianças e adolescentes vítimas de violência, em regime de plantão, na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol, em Campo Grande, de acordo com o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira.

Crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica poderão ser atendidos na Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres (Deam), em Campo Grande, durante as noites, fins de semana e feriados, segundo o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira.

A medida é considerada paliativa, enquanto salas especializadas ao atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência são construídas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária (Depac) Cepol.

A expectativa é de que as salas, com atendimentos multifuncionais, fiquem prontas até 15 de abril, afirmou Videira. O atendimento no local será feito durante os plantões: fins de semana, feriados e no período noturno.

Meninas vítimas de violência já são atendidas na Deam. Agora, enquanto as salas não ficam prontas, a secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) quer que ocorrências de meninos menores também sejam atendidas pela delegacia especializada.

Videira explica que o pedido para o atendimento na Deam já foi feito e oficiado. "O atendimento será feito na Deam até que as obras sejam concluídas na Depac Cepol. Neste momento importante, buscamos pelo compartilhamento provisório do espaço, para compartilhar a estrutura, e atender as crianças, sejam meninas, como já é feito, ou meninos".

Carla Stephanini, que é uma das representantes do colegiado da Casa da Mulher Brasileira, onde a Deam é lotada, esclareceu que o ofício da Sejusp já foi recebido e encaminhado ao Ministério das Mulheres para aprovação ou não.

"Como a Casa da Mulher Brasileira é um espaço federal, não podemos tomar decisões sem consultar o Ministério das Mulheres. Protocolamos o pedido da Sejusp ao Ministério e estamos aguardando a resposta. O nosso colegiado entendeu por agir desta maneira", comentou Stephanini.

Por José Câmara, g1 MS

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