Uma organização criminosa familiar, liderada por três irmãs, vem causando prejuízos milionários ao furtar lojas de alto padrão em shoppings de diversas cidades pelo Brasil. Juma Yara de Souza Silva, Maria Aparecida de Souza Silva e Maria Eduarda de Souza Silva são as principais acusadas dos furtos de óculos e eletrônicos em Mato Grosso do Sul e outros estados do país. Além delas, mais duas mulheres fazem parte da quadrilha.
Segundo informações do delegado Jackson do Vale da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), a organização criminosa planejava meticulosamente seus furtos, escolhendo os fins de semana para executá-los. Essa estratégia fazia com que os proprietários só descobrissem o crime após pelo menos um dia.
As três irmãs costumavam agir em uma cidade de um estado diferente a cada mês, viajando para os locais em carro ou ônibus. Hospedavam-se em apartamentos alugados via Airbnb durante pelo menos quatro dias, até que cometessem os furtos e retornassem a São Paulo de forma tranquila e discreta.
As investigações da polícia revelaram que a quadrilha atuou recentemente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No primeiro dia, furtaram 117 óculos de marcas renomadas de uma rede de óculos importados no Shopping Campo Grande, causando um prejuízo estimado em R$ 176 mil. No dia seguinte, levaram 21 aparelhos celulares de uma loja do Shopping Norte Sul Plaza, causando um prejuízo adicional de R$ 35 mil.
O sucesso da organização criminosa se devia a um planejamento detalhado e à execução cuidadosa dos furtos. As irmãs identificavam previamente lojas que vendiam produtos de alto valor e que possuíam portas de fechamento por controle remoto.
Utilizando um dispositivo eletrônico, as criminosas decodificavam o sinal do controle remoto da porta, permitindo que abrissem parcialmente a porta da loja para a entrada de uma ou duas integrantes. Vestidas com roupas idênticas ou semelhantes a uniformes de vendedoras de lojas de alto padrão, a quadrilha conseguia pegar um grande número de objetos com preços elevados rapidamente.
Para evitar serem detectadas pelas câmeras de segurança e pelos seguranças, elas fechavam e reabriam a porta da loja durante a ação criminosa. A habilidade em executar essas manobras garantia que a ação passasse despercebida até que fosse tarde demais para impedir o furto.
Surpreendentemente, após os furtos, a organização criminosa familiar ostentava nas redes sociais com fotos e vídeos exibindo suas aquisições e o suposto sucesso das operações. No entanto, as postagens nas redes sociais foram cruciais para a identificação e localização das criminosas.
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