Nesta segunda-feira, 11 de setembro, a Polícia Civil do estado de Mato Grosso do Sul concluiu uma investigação que perdurou por meses, lançando luz sobre o desaparecimento de Nayara Maria da Silva, de 27 anos. O caso havia abalado a pequena comunidade de Rio Brilhante, situada a 155 km de Campo Grande, desde dezembro de 2021. Após uma busca exaustiva, a ossada de Nayara foi finalmente encontrada no ano passado, em uma fossa localizada nos fundos de uma casa no bairro Antônia de Souza Barbosa.
O desfecho dessa triste história veio com a confirmação do resultado do exame antropológico, realizado pelo Instituto Médico-Legal de Dourados, que estabeleceu que a ossada pertencia, de fato, a Nayara. Esse passo importante permitiu que a investigação desvendasse mais detalhes sobre o caso, incluindo a identificação do suposto pai biológico da vítima, que residia em Campina Grande, na Paraíba. O material genético desse indivíduo foi coletado e submetido a um exame de DNA, que confirmou a relação de parentesco com a ossada encontrada em Mato Grosso do Sul.
A investigação apurou que o autor do crime, um homem de 57 anos, teria assassinado Nayara devido a um desentendimento relacionado ao tráfico de drogas. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, devido à desproporcionalidade da motivação em relação à natureza do crime, e por ocultação de cadáver, visto que enterrou o corpo da vítima de forma completa.
Chocantemente, o responsável por esse crime hediondo já estava detido no estabelecimento prisional de Rio Brilhante devido a acusações de outros crimes violentos, incluindo um homicídio ocorrido em 2021 e uma tentativa de homicídio em 2022, ambos na cidade de Rio Brilhante. Durante o interrogatório policial, o suspeito negou veementemente os fatos e afirmou não conhecer a vítima, mesmo com as evidências irrefutáveis.
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