O caso que chocou o Brasil e envolve o suspeito de homicídio e estupro, Christian Campoçano Leitheim, teve um novo desenvolvimento na última semana. Após nove meses de investigações e incertezas, Christian decidiu entregar a senha do seu celular para que uma perícia detalhada possa ser realizada. Este ato ocorreu após uma decisão do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que autorizou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a desbloquear o aparelho.
A entrega da senha do celular aconteceu na segunda-feira (18), mas a defesa do réu solicitou que a audiência de instrução, originalmente marcada para o dia 28 de setembro, seja adiada até que a perícia seja concluída e os resultados sejam analisados. Os advogados alegaram que não podem defender o acusado sem conhecer o conteúdo que será usado no interrogatório.
Para atender a esse pedido, a polícia terá nove dias, a partir de terça-feira (19), para periciar o telefone e fornecer um relatório ao juízo. Enquanto isso, a audiência de instrução continua marcada, com uma pequena alteração no horário, para permitir a participação das advogadas de Stéphanie de Jesus Da Silva, mãe de Sophia, que também estão envolvidas em outros casos marcados para a mesma data.
Christian e Stéphanie estão presos preventivamente desde 26 de janeiro, enfrentando acusações de homicídio qualificado e estupro de vulnerável no caso de Sophia Jesus Ocampo (criança de 2 anos abusada sexualmente).
Além disso, a defesa de Christian apresentou outras demandas. Eles solicitaram autorização judicial para devolver a chave da casa em que a família vivia ao proprietário, alegando que o imóvel é alugado e o dono deseja colocá-lo de volta no mercado imobiliário. Argumentaram que duas perícias já foram realizadas na residência, tornando desnecessário mantê-la fechada.
Por fim, a defesa também buscou o retorno do processo ao sigilo, que foi levantado recentemente pelo juiz, tornando o caso público. A evolução deste trágico acontecimento continua a suscitar dúvidas e expectativas na busca por justiça para a pequena Sophia.
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