Incêndio suspeito e transporte ilícito na fronteira Paraguaio-Brasileira

Aeronave Experimental com Matrícula Brasileira Intriga Autoridades e Desperta Suspeitas de Tráfico de Drogas

24 JAN 2024 Por Bruna Teixeira 14h23

No último domingo, um pequeno avião de matrícula brasileira foi encontrado completamente incendiado na zona rural de Curuguaty, a 85 km de Paranhos (MS), no Paraguai. A informação foi divulgada por Nelson Mendoza, diretor da Direção Nacional de Aeronáutica Civil, órgão paraguaio equivalente à Anac brasileira.

Segundo Mendoza, o avião, classificado como experimental, possuía registro provisório, mas realizava um voo ilegal ao pousar em uma pista clandestina na colônia Rio Verde. "Todos os dados estão com o Ministério Público e as investigações estão bem avançadas", afirmou Mendoza em entrevista à imprensa paraguaia.

O diretor revelou que a aeronave tinha uma capacidade de transporte de cargas relativamente pequena, mas contava com um motor potente, permitindo voos rápidos. No entanto, Mendoza não confirmou se o avião estava transportando drogas, salientando que essa suspeita ainda está sendo investigada.

Autoridades paraguaias acreditam que o avião estava carregado de entorpecentes e, devido ao excesso de peso, não conseguiu decolar da pista clandestina de apenas 600 metros. A carga teria sido removida e transportada por traficantes em uma caminhonete.

Posteriormente, o tanque de combustível da aeronave foi danificado, iniciando um incêndio que resultou na completa destruição do avião. A região onde o incidente ocorreu é conhecida pela intensa atividade do narcotráfico.

As autoridades paraguaias estão empenhadas em esclarecer os detalhes desse incidente, trabalhando em estreita colaboração com o Ministério Público. O episódio ressalta os desafios enfrentados na região de fronteira entre Paraguai e Brasil, onde o tráfico de drogas é uma preocupação constante. As investigações continuam, e a comunidade aguarda por mais informações que possam revelar a verdade por trás do pequeno avião incendiado.

CRÉDITO:CAMPO GRANDE NEWS

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