Um ex-funcionário de uma indústria de alimentos foi preso em flagrante, em Campo Grande, suspeito de participar de um esquema de desvio e revenda de cargas que pode ter causado prejuízo de até R$ 500 mil. A prisão ocorreu após investigadores localizarem grande quantidade de produtos armazenados sem documentação fiscal. O caso é investigado pela Polícia Civil.
A apuração começou depois que representantes da empresa identificaram produtos da indústria sendo vendidos em estabelecimentos da Capital por preços muito abaixo dos praticados regularmente. A suspeita levou os investigadores a monitorar uma entrega de mercadorias. Durante as diligências, a polícia abordou um veículo usado no transporte dos produtos.
A investigação chegou a um imóvel no Bairro São Conrado, onde havia grande quantidade de mercadorias da empresa. Os produtos estavam armazenados sem documentos fiscais que comprovassem a origem. O ex-funcionário foi apontado como responsável pela compra, guarda e posterior comercialização das cargas.
Durante o interrogatório, o homem admitiu que o esquema funcionava havia cerca de oito meses. Segundo o relato prestado à polícia, ele participou da retirada de mais de 20 carregamentos. A frequência, conforme a versão apresentada, era de aproximadamente uma carga por semana.
O investigado também relatou que as mercadorias saíam da indústria em caminhões terceirizados com o uso de ordens de carregamento adulteradas. Segundo ele, funcionários da própria empresa podem ter participado do esquema. Os produtos seriam retirados sem a emissão das respectivas notas fiscais e revendidos posteriormente por preços inferiores aos do mercado.
Parte das mercadorias foi recuperada e apreendida para a investigação. A perícia criminal foi chamada para realizar os procedimentos no imóvel onde os produtos estavam armazenados. O homem foi preso em flagrante por receptação qualificada.
A Polícia Civil agora investiga a participação de outras pessoas e tenta confirmar a dinâmica relatada pelo preso. Os investigadores também buscam calcular o prejuízo efetivamente causado à empresa. A apuração deve identificar possíveis responsáveis pelo desvio e pela comercialização das mercadorias.
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