Amarildo, Rocha, Beto e Câmara vislumbram ano profícuo na AL-MS

Deputados não veem risco de campanha eleitoral contaminar rito legislativo

08 FEV 2018Por Rádio Jota FM/Edson Moraes14h11
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Deputados estaduais de quatro partidos reverberam pensamento majoritário na Assembleia Legislativa e não admitem chance alguma de a campanha eleitoral interferir no exercício das atribuições constitucionais do Parlamento. Para Amarildo Cruz (PT), Eduardo Rocha (MDB), Renato Câmara MDB) e Beto Pereira (PSDB) o ano será profícuo e sem rupturas na AL-MS.

“Há desafios complexos e de grande dimensão, reconheço. É um ano em que demandas de grande impacto social e econômico se acumulam, como a Copa do Mundo de Futebol, as eleições gerais e a intrincada agenda político-legislativa de combater a crise e fazer as reformas”, descreve Amarildo. E ressalva: “É um ano divisor de águas e precisamos desempenhar o mandato da melhor maneira. Vai dar mais trabalho, acúmulo de agendas. Tem que ir ao interior, voltar, participar de atos eleitorais, fazer o mandato andar, apreciar votos, apresentar projetos. Ainda assim, não vamos confundir atribuições. Há que ser respeitada a distância entre o papel legislativo e o papel eleitoral”.

Amarildo raciocina que o quadro político é desafiador não só para o PT, mas para toda a sociedade. Observa que na maior parte do mundo – com o Brasil incluso – aconteceu uma guinada à direita. Porém, acredita, não será duradoura. “Eu acho que essa onda à direita, de preconceito, de intolerância, de ódio, já foi bem pior. Acredito, e luto por isso, que a dignidade humana vai recuperar seu poder no discurso e no pensamento do conjunto da sociedade”, prevê.

O petista assegura que já existe um esvaziamento de teses e expressões de extremo conservadorismo, exemplificando com o discurso do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), pré-candidato à presidência: “Ele [Bolsonaro] ganhou, de fato, visibilidade muito forte, passou a representar todos os segmentos que se opõem à esquerda e ao PT. E só isso. Hoje já está cada vez mais revelada a falta de consistência no que ele prega, a cada momento se contradiz, defende a ética mas se contradiz ao confessar que cometeu e que comete várias transgressões. Não vai resistir aos primeiros debates, é oco”.

JUSTIÇA SOCIAL – O emedebista Renato Câmara aponta sua expectativa na ampliação de conquistas sociais em 2018, por entender que a própria conjuntura eleitoral contribuirá com a aceleração de novas medidas institucionais para garantir direitos ainda represados. “É o esforço que vamos redobrar neste último ano do primeiro mandato”, avisa.

“Torna-se questão de primeira necessidade completar o que já está em andamento. Iniciamos nos anos anteriores alguns encaminhamentos práticos que precisam ser consolidados. É o caso da regularização fundiária, cuja Frente Parlamentar tenho a honra de presidir”, menciona, dizendo ter certeza que a Assembleia vai dar ao governo todos os mecanismos para atender em definitivo esta demanda.

Câmara argumenta que os pequenos produtores, os assentados e a população que pratica a agricultura familiar precisam ser reconhecidos formalmente como responsáveis legais nas terras que cultivam. “Sem as escrituras ficam à margem de programas federais, não conseguem financiamentos, excluídos do cenário de benefícios e incentivos direcionados a esta ampla e numerosa faixa de produtores brasileiros”, reforça.

Beto Pereira faz avaliação semelhante à dos colegas. Infere que se em toda sua existência a Assembleia Legislativa nunca perdeu sua autonomia e nem permitiu interferência eleitoral em suas prerrogativas institucionais, não há razão para cogitar que neste ano será diferente, apesar da previsão de disputas eleitorais e políticas mais acirradas. "Vamos exercer nossas atribuições com a responsabilidade que define nossos compromissos com a população e com os atributos da democracia", promete. 

Pré-candidato a deputado federal - assim como Eduardo Rocha -, o tucano está convicto que as prioridades confiadas pelo Estado ao Parlamentoserão respondidas com espírito publico e no amparo do debate democrático. "O legislativo nunca deixará de ser o guardião e o transmissor da vontade popular", definiu Beto.

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