Representantes do agronegócio entregaram ao governador Eduardo Riedel um documento com demandas prioritárias do setor nesta quinta-feira (16), durante a 86ª Expogrande, em Campo Grande. O material consolida propostas elaboradas por entidades que representam cadeias produtivas do Estado. A entrega ocorreu em reunião no estande da Famasul.
O documento reúne diretrizes voltadas à melhoria da infraestrutura e da logística no meio rural. As propostas incluem intervenções em estradas e pontes em regiões de expansão agrícola. O objetivo é garantir melhores condições de escoamento da produção.
A substituição de pontes de madeira aparece entre os principais pontos apresentados. O setor também defende a ampliação de modais alternativos de transporte. A proposta inclui o uso de hidrovias e ferrovias para reduzir a pressão sobre rodovias.
O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, destacou a necessidade de mudanças na estrutura atual. “A gente não pode mais ter ponte de madeira”, afirmou. Ele também mencionou a importância de diversificar os meios de transporte da produção.
O governador Eduardo Riedel afirmou que as propostas dialogam com o planejamento do Executivo estadual. “As propostas são muito alinhadas com aquilo que a gente pensa”, disse. Ele destacou a importância do diálogo com o setor produtivo.
Durante o encontro, também foram formalizados protocolos de intenções entre entidades e o governo. Os acordos envolvem áreas de educação e desenvolvimento. As iniciativas incluem parcerias com instituições ligadas ao setor rural.
Uma das propostas prevê a criação de um centro educacional no Pantanal. A unidade deve oferecer ensino gratuito voltado à população da região. A iniciativa busca ampliar o acesso à educação e estimular a permanência de famílias no local.
Outra medida discutida envolve o uso de tecnologia para regularização fundiária. A proposta prevê a utilização de ferramentas digitais para análise de documentos. O objetivo é acelerar processos em áreas de fronteira.
Segundo o governador, a tecnologia pode reduzir o tempo de análise de títulos. “Vamos fazer em quatro, cinco meses”, afirmou. A medida envolve o uso de inteligência artificial para leitura e organização de dados.
Na sequência da agenda, representantes do setor apresentaram dados atualizados da safra de soja. O levantamento indica produção de cerca de 4,5 milhões de toneladas até o início de abril. As informações foram discutidas com o governo durante o evento.
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