Cerca de 40,9% dos motoristas de Mato Grosso do Sul, nas categorias C, D e E, não realizaram o exame toxicológico obrigatório, revela a Associação Brasileira de Toxicologia (Abtox), totalizando 38.822 condutores de caminhões, ônibus e vans. Apenas 59,1% cumpriram o prazo estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro, que concede até 30 dias para regularização.
Diante disso, o novo prazo para a realização do exame é 28 de janeiro de 2024. A inobservância acarreta em perda de sete pontos na CNH e multa de R$ 1.467. Após essa data, condutores serão automaticamente multados, alerta o presidente da Abtox, Renato Borges Dias.
O exame, custando em média R$ 120, é rápido e não invasivo, realizado em laboratórios credenciados do Detran, analisando amostras de pelos ou unhas para detectar o uso de drogas nos últimos 90 a 180 dias. Resultados são divulgados em até 15 dias e armazenados no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach).
Outros estados enfrentam desafios similares, destacando-se São Paulo com 73,4% de motoristas pendentes, Rio de Janeiro com 73,2%, Paraná com 70,5%, Minas Gerais com 79,1%, Distrito Federal com 62,9%, Acre com 82,5%, e Mato Grosso do Sul com 40,9%.

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