Militar do Exército é alvo de investigação em operação sobre tentativa de golpe em 2022.

Segundo a PF, grupo se dividiu em núcleos para disseminar falsa notícia de fraude e invalidar vitória de Lula nas urnas.

10 FEV 2024 Por Redação Ap.Taboado 04h05

O tenente-coronel do Exército Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros foi alvo da Operação Tempus Veritatis em Campo Grande, deflagrada nesta quinta-feira (8), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros e ex-assessores. Conforme a Polícia Federal, ele integrava o “Núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral”.

Em nota, o Comando Militar Oeste (CMO) informou que Sergio Ricardo Cavaliere não faz mais parte não está vinculado ao comando em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Há ainda medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados, retenção de passaportes e destituição de cargos públicos.

O relatório da Polícia Federal que embasou a operação desta quinta-feira (8) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros do governo dele e militares, afirma que o grupo agia em seis núcleos para organizar uma tentativa de golpe de Estado.

Além de Mato Grosso do Sul, há mandados sendo cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou que Bolsonaro entregue o passaporte e não fale com outros investigados. No fim da manhã, a PF apreendeu o documento, que estava no escritório do ex-presidente na sede do PL, em Brasília.

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