Mulher que envenenou e esquartejou ex-marido será julgada pelo tribunal do júri

Julgamento de Aparecida Graciano: Um Caso de Crime Brutal e Motivações Obscuras

21 MAR 2024 Por Redação Ap.Taboado 14h23

Aparecida Graciano de Souza, de 61 anos, enfrentará o tribunal do júri pela acusação de matar e esquartejar seu ex-marido, Antônio Ricardo Cantarin, de 64 anos. A decisão foi tomada pela Comarca de Três Lagoas nesta terça-feira (19), após análise dos autos pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara Criminal.

O crime ocorreu em 26 de maio de 2023, na cidade de Selvíria, quando Antônio foi envenenado por Aparecida, que posteriormente o esquartejou. O casal estava junto desde 2021 e, de acordo com relatos, o relacionamento era marcado por constantes desentendimentos, agravados pela condição de saúde de Antônio, que havia sofrido um AVC cerca de 15 anos antes e precisava de cuidados especiais devido à perda de mobilidade em um lado do corpo.

O modus operandi de Aparecida foi descrito nos autos do caso. No dia 22 de maio, ela comprou veneno para ratos em uma loja agropecuária e o administrou a Antônio, misturado com água, sob o pretexto de ser um remédio para dor de barriga. Após constatar sua morte, Aparecida começou a planejar a ocultação do corpo, cortando-o em pedaços com uma faca de cozinha e descartando-os em diferentes locais.

Os detalhes macabros do crime incluem Aparecida pedindo ajuda aos vizinhos para se livrar do corpo, alegando que havia dentro de uma mala pedaços de pano velhos onde morcegos e outros animais haviam morrido. Ela também foi descrita jogando os membros de Antônio em uma rodovia após enfrentar problemas mecânicos com seu carro.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou Aparecida por homicídio qualificado, alegando motivação torpe, emprego de veneno e traição ou emboscada, além dos crimes de destruição e ocultação de cadáver.

Por sua vez, a defesa de Aparecida argumenta que ela era vítima de abusos por parte de Antônio, mencionando que ele estava sendo processado por atos libidinosos com uma adolescente de 14 anos, além de ameaçar a mãe da menor.

A data do julgamento ainda não foi definida, mas o caso promete despertar a atenção do público e da mídia local, dada a complexidade e a brutalidade dos eventos ocorridos. O desfecho desse caso só será conhecido após a análise minuciosa das provas e argumentos apresentados durante o julgamento pelo tribunal do júri.

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