Na última quinta-feira, o vereador Ber Galter participou do programa "Ronda da Cidade" para esclarecer as recentes polêmicas em torno do aumento do IPTU e da taxa de lixo que têm gerado preocupação entre os munícipes. Durante a sessão da Câmara, diversas questões foram discutidas, mas o foco principal foi o reajuste significativo do imposto, que, segundo o vereador, tem assustado a população.
"O que leva a um aumento tão significativo quanto esse? A população está aos prantos", questionou o apresentador. Em resposta, Galter destacou que a taxa de lixo já é cobrada há muito tempo e que a regulamentação do marco zero de saneamento exigia essa cobrança. Ele explicou que o município estava sob um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) desde 2004, assinado com o Ministério Público, para solucionar a questão do lixão local, cuja queima gerava poluentes e afetava propriedades rurais ao redor.
"Esse TAC veio vindo, veio vindo e teve uma hora que tinha que arcar com isso", comentou o vereador, esclarecendo que a licitação realizada no ano passado determinou que uma empresa de fora fosse responsável pelo transbordo do lixo para outro município, conforme as regulamentações federais. Ele ressaltou que, embora essa medida aumente os custos, era uma exigência necessária para regularizar a situação do lixo.
Quanto à cobrança da taxa de lixo diretamente no carnê do IPTU, Galter afirmou que o pagamento pode ser parcelado em até quatro vezes, com um desconto de 20% para quem optar pelo pagamento à vista. Além disso, há um sorteio de prêmios de 60 mil reais entre os contribuintes.
Questionado sobre a necessidade de aprovação do projeto pela Câmara, o vereador explicou que a taxa já existia, faltando apenas comunicação entre o Executivo e o Legislativo. "O diálogo é fundamental, mas todos precisamos buscar informações e trabalhar juntos para encontrar soluções", afirmou.
Além disso, Galter mencionou que o contrato atual de um ano prevê uma nova licitação, que incluirá a proposta de transbordo do lixo dentro do município para reduzir os custos. "Esperamos que uma empresa mais próxima possa vencer a licitação e baratear a taxa", disse.
A entrevista também abordou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades em obras municipais. Galter faz parte da comissão e explicou que o objetivo é esclarecer erros na documentação e execução das obras, sem intenção de punição, mas sim de transparência e correção.

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