TRF Nega habeas corpus a empresário envolvido em tráfico

Negado Habeas Corpus: Empresário continuará preso

01 JUN 2024 Por Redação Ap.Taboado 14h00

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF) recusou o pedido de habeas corpus feito pelo empresário Luiz Antonio Tolentino Marques, de 47 anos, após sua prisão em decorrência de sua suposta participação em operações ligadas ao tráfico internacional de cocaína. Marques foi detido durante duas operações realizadas pela Polícia Federal no último dia 15, que visavam desarticular organizações criminosas envolvidas no envio de drogas para o exterior.

Proprietário de uma concessionária de veículos em Santa Fé do Sul (SP), Luiz Antonio foi alvo da "Operação Prime", conduzida em conjunto com a "Operação Sordidum", que cumpriu dezenas de mandados de busca, apreensão e prisão em diversos estados brasileiros. A ação abrangeu Mato Grosso do Sul, Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraíba e São Paulo.

Luiz Antonio é irmão de Claudinei Tolentino Marques, de 42 anos, proprietário da Referência Construtora e Incorporadora, sediada em Dourados, a 251 km de Campo Grande. Claudinei também foi detido durante a mesma operação, sendo capturado em Dourados.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, os irmãos Tolentino estariam associados a uma organização criminosa responsável pelo envio de grandes quantidades de cocaína da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para países da América Central. Ao longo de três anos de apuração, a PF identificou o transporte de pelo menos seis toneladas da substância ilícita.

A fim de facilitar a movimentação e ocultação dos valores e bens provenientes do tráfico, o grupo supostamente se valia de serviços de doleiros atuantes na fronteira, além de empresas fictícias, negócios dissimulados e indivíduos interpostos.

Diante das evidências apresentadas, o desembargador Ali Mazloum, do TRF, optou por manter Luiz Antonio Tolentino Marques sob custódia, considerando a gravidade dos crimes imputados e a possibilidade de interferência nas investigações, caso fosse concedida sua liberdade.

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