Uma operação da Polícia Civil desmantelou uma organização criminosa responsável por explorar sexualmente mulheres e mantê-las em cárcere privado em boates de diversas cidades, incluindo Aparecida do Taboado (MS). O caso veio à tona após a morte suspeita de Regina Aparecida Marques Vieira, de 19 anos, encontrada sem vida em uma boate em Auriflama (SP). A investigação revelou que a quadrilha atuava em Catanduva (SP), Pereira Barreto (SP) e Aparecida do Taboado (MS), atraindo vítimas com falsas ofertas de emprego.
Entre as vítimas identificadas, está uma jovem de 26 anos, grávida de seis meses, que foi resgatada de uma boate em Auriflama. Segundo uma testemunha, ela teve socorro negado após ser picada por uma aranha e só conseguiu fugir com ajuda de uma comerciante da cidade.
Na última segunda-feira (24), a polícia prendeu quatro homens, incluindo o dono das boates e um gerente. Um ex-gerente de Catanduva continua foragido. Durante a ação, foram apreendidas drogas, armas, celulares e documentos que comprovam o esquema criminoso.
As investigações apontam que as vítimas eram impedidas de sair dos estabelecimentos, sofriam agressões e eram forçadas a consumir drogas. Além disso, muitas contraíam dívidas e eram coagidas a permanecer na exploração sexual. Uma adolescente de 14 anos também foi identificada entre as vítimas.
Aparecida do Taboado, cidade que fazia parte da rota da quadrilha, era utilizada como ponto de movimentação das vítimas. Segundo a polícia, a quadrilha pretendia expandir suas atividades na região. As boates foram lacradas por determinação judicial, e as investigações continuam para localizar outros envolvidos no esquema.

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