Mato Grosso do Sul registra mais de 8 mil casos confirmados de dengue e 18 mortes em 2025

Boletim Epidemiológico aponta 13,4 mil casos prováveis e alerta para aumento de notificações também de Chikungunya

13 OUT 2025 Por Redação Jota FM 99.5 12h37

MATO GROSSO DO SUL – O mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta quinta-feira (9), revela que Mato Grosso do Sul já soma 8.172 casos confirmados de dengue e 13.438 casos prováveis da doença em 2025. O documento também confirma 18 mortes e outros sete óbitos que seguem em investigação.

De acordo com a SES, nas últimas duas semanas os municípios de Inocência, Nioaque, São Gabriel do Oeste, Paranaíba, Maracaju e Dourados apresentaram baixa incidência de novos casos. As mortes confirmadas ocorreram em diversas cidades do estado, incluindo Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara e Miranda. Das 18 vítimas, sete apresentavam comorbidades.

Vacinação contra a dengue

O boletim destaca ainda o avanço da campanha de vacinação contra a dengue em Mato Grosso do Sul. Até o momento, 188.875 doses já foram aplicadas, de um total de 241.030 enviadas pelo Ministério da Saúde.

O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas, e é destinado a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária com maior índice de hospitalizações.

Casos de Chikungunya também preocupam

Além da dengue, o Estado registra 13.552 casos prováveis e 7.430 confirmados de Chikungunya, incluindo 73 casos em gestantes. Foram confirmados 16 óbitos pela doença, em cidades como Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi, sendo que 12 das vítimas tinham comorbidades.

A SES reforça o alerta para que a população evite a automedicação e procure a unidade de saúde mais próxima ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, nas articulações ou manchas na pele.

Com o avanço dos casos, o Estado mantém ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya e Zika vírus, e reforça a importância da participação da comunidade na eliminação de criadouros.

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