As obras da fábrica de celulose da Arauco, em Inocência, avançam em ritmo acelerado e já atingem aproximadamente 70% de execução. O Projeto Sucuriú é considerado um dos maiores empreendimentos industriais em andamento no Mato Grosso do Sul, com investimento estimado em 4,6 bilhões de dólares.
A previsão é que a fábrica entre em operação no final de 2027, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano. Neste momento, o empreendimento está em uma etapa de intensa montagem industrial, com equipes trabalhando simultaneamente em diferentes áreas da futura unidade.
Na área de manuseio de madeira, que inclui o pátio de toras, pátio de madeira e picador, a construção civil já alcança 87%, enquanto a montagem registra cerca de 15%. Nas caldeiras de força e recuperação, a parte civil ultrapassa 90% de conclusão, e a montagem mecânica se aproxima de 50%.
A linha de fibras, que reúne processos como cozimento, depuração, lavagem e branqueamento, apresenta 95% de avanço na construção civil e aproximadamente 30% na montagem. Entre os equipamentos que fazem parte dessa etapa estão digestores, prensas de lavagem, reatores de oxigênio e torres de branqueamento.
Um dos principais equipamentos já instalados é o balão de vapor da caldeira de recuperação, com 312 toneladas. O equipamento foi transportado da China e instalado a quase 100 metros de altura, em uma operação que utilizou dois guindastes com capacidade de 750 toneladas cada.
Além da fábrica, o Projeto Sucuriú envolve uma ampla estrutura de energia e logística. A unidade deverá ser autossuficiente em geração de energia renovável, com capacidade total superior a 400 megawatts. Cerca de 200 megawatts serão utilizados pela própria fábrica e o excedente deverá ser destinado ao sistema elétrico nacional.
Na área logística, está em construção uma ferrovia de aproximadamente 45 quilômetros, que fará a ligação da fábrica com a Malha Norte, operada pela Rumo. A partir de Inocência, a celulose deverá seguir por mais de mil quilômetros de trilhos até o Porto de Santos, em São Paulo, de onde será destinada à exportação.
O empreendimento também prevê uma linha de transmissão de 91 quilômetros, responsável por conectar a futura unidade ao Sistema Interligado Nacional, em Selvíria. Com o avanço das obras, diferentes equipes trabalham de forma integrada nas áreas de construção civil, montagem mecânica, elétrica e instrumentação.

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