Investigado por Desvio de R$ 5,3 Milhões em Inocência Movimentou R$ 34,4 Milhões

Ex-tesoureiro e chefe do fundo previdenciário recebia salário de R$ 13,1 mil; investigação aponta movimentações bancárias milionárias ao longo de três anos.

05 NOV 2026 Por Redação Jota FM 99.5 10h00

O contador Michell Bruno Medeiros de Almeida, de 35 anos, preso no âmbito da investigação sobre o desvio de recursos públicos em Inocência, movimentou R$ 34,4 milhões em operações financeiras ao longo de três anos. Os dados foram identificados pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a partir da análise das contas bancárias dele e da esposa.

Segundo informações do Ministério Público Estadual (MPE), Michell é acusado de desviar aproximadamente R$ 5,3 milhões entre junho de 2022 e outubro de 2025. Durante esse período, ocupou diferentes funções na administração municipal, incluindo tesoureiro, secretário de Administração, contador e chefe do Inoprev, o Fundo de Previdência dos Servidores Municipais.

Conforme o Portal da Transparência, o investigado recebia salário mensal de R$ 13.185,64. Apesar da remuneração, a análise bancária apontou que ele recebeu aproximadamente R$ 17,09 milhões em créditos e registrou R$ 17,37 milhões em débitos durante o período investigado.

De acordo com a denúncia, o esquema funcionava por meio da redução dos valores arrecadados com tributos e da utilização de boletos falsos, fazendo com que parte do dinheiro fosse direcionada para contas bancárias pessoais. Os valores desviados começaram com pequenas quantias e chegaram a ultrapassar R$ 50 mil por transação.

As investigações também apontaram gastos de aproximadamente R$ 914 mil em jogos de loteria, com 1.309 apostas realizadas em quatro estabelecimentos, além de despesas com imóveis, veículos e outros itens. O caso também provocou movimentações no Legislativo municipal. A Câmara de Inocência aprovou um requerimento para realizar uma investigação detalhada nas contas do Inoprev, fundo previdenciário que esteve sob responsabilidade do contador.

Michell Bruno foi preso em outubro de 2025 e responde à Justiça por crimes como falsificação de documentos e peculato. Ele aguarda julgamento.

 

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