A implantação do Projeto Sucuriú, da empresa chilena Arauco, enfrenta uma disputa tributária envolvendo uma cobrança de aproximadamente R$ 12,6 milhões referente ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). A empresa questiona o valor na Justiça.
A discussão está relacionada à construção de um ramal ferroviário de 47 quilômetros, que fará a ligação entre a futura fábrica de celulose e a malha ferroviária utilizada para transportar a produção.
A Arauco defende a aplicação de uma alíquota de 2%, com base nos benefícios fiscais concedidos ao empreendimento. Entretanto, a cobrança está sendo mantida em 5%, percentual que a empresa considera inadequado para os serviços realizados na construção da ferrovia.
No processo judicial, a companhia argumenta que a continuidade da cobrança pode comprometer algumas etapas da obra, provocando atrasos ou até paralisações.
Impacto no Projeto Sucuriú
O ramal ferroviário é considerado estratégico para o funcionamento da futura fábrica, que terá capacidade projetada para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
A estrutura será fundamental para o escoamento da produção e a integração logística do empreendimento.
Agora, a Justiça deverá analisar o questionamento apresentado pela empresa. O caso envolve uma discussão sobre incentivos fiscais, custos de implantação e possíveis reflexos no cronograma de um dos maiores investimentos industriais em andamento em Mato Grosso do Sul.

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