O Diário Oficial dos Municípios trouxe a publicação de termos aditivos referentes ao contrato de transporte escolar da zona rural de Aparecida do Taboado, com alterações em rotas e quilometragem percorrida.
Um dos aditivos refere-se à linha da região Lagoinha / Rancharia, que passou a atender novas propriedades rurais, incluindo as fazendas Nossa Senhora Aparecida, Buriti e São Francisco. Com isso, o percurso diário foi ampliado para 302 quilômetros de ida e volta. O contrato estabelece o pagamento de R$ 5,70 por quilômetro rodado. Considerando essa quilometragem, o custo estimado chega a cerca de R$ 1.721 por dia de operação nessa linha.
Se considerado um mês médio de 20 dias letivos, o gasto mensal fica próximo de R$ 34.420. Ao longo de um ano letivo com 193 dias, o valor estimado pode chegar a aproximadamente R$ 331 mil.
O Diário Oficial também informa que o acréscimo de quilometragem provocado pelo termo aditivo foi de 30 quilômetros diários, gerando um custo adicional estimado de R$ 33.003,00 durante o período letivo.
Outra rota mencionada é a linha da região Divisa / Paiol, com percurso estimado de 356,4 quilômetros por dia. Nesse caso, o valor pago é de R$ 4,90 por quilômetro rodado, o que representa um gasto aproximado de R$ 1.746 por dia.
Em média, essa linha pode gerar um custo mensal próximo de R$ 34.900, chegando a cerca de R$ 337 mil ao longo do ano letivo, considerando os 193 dias de transporte escolar previstos.
Somadas apenas essas duas rotas citadas nos termos aditivos publicados, o transporte escolar rural pode representar um investimento anual superior a R$ 660 mil.
Os contratos seguem vigentes até 31 de dezembro de 2026, com pagamento calculado conforme a quilometragem efetivamente percorrida pelos veículos utilizados no transporte de estudantes da zona rural até as unidades escolares do município.
Além do custo do transporte, outro ponto que chama atenção é a extensão dessas rotas. Uma linha com mais de 300 quilômetros por dia significa que muitos alunos passam um tempo considerável dentro do veículo até chegar à escola e retornar para casa. Isso levanta uma reflexão importante: diante de valores que podem ultrapassar centenas de milhares de reais por ano, não seria o caso de estudar alternativas, como a ampliação da frota própria do município ou a reorganização das rotas? Medidas assim poderiam reduzir o tempo de deslocamento dos estudantes e melhorar ainda mais as condições do transporte escolar, sempre pensando no bem-estar de quem mais importa nesse processo: os alunos



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