Duas irmãs, de 11 e 15 anos, moradoras de Jales (SP), chamaram atenção pelo desempenho escolar e hábito de leitura. Segundo a família, as meninas leram cerca de 30 livros em 2025 — número muito acima da média nacional de 5,6 livros por ano.
Os pais afirmam que as filhas estudam português, matemática, ciências, história, geografia, educação física, inglês, latim, música e canto coral, além de participarem de atividades religiosas e culturais.
Mesmo com os resultados apresentados, o casal foi condenado por abandono intelectual devido à prática do ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. A Justiça determinou 50 dias de detenção em regime semiaberto, com pena suspensa, além da obrigação de matrícula das meninas em escola regular.
A defesa informou que vai recorrer da decisão e afirma que a educação oferecida às filhas é completa e voltada ao desenvolvimento intelectual e cultural.
O caso reacendeu o debate sobre o homeschooling no Brasil. Atualmente, o ensino domiciliar ainda não possui regulamentação federal, embora o tema esteja em discussão no Senado por meio do PL 1.338/2022.



As meninas, hoje com 11 e 15 anos, leram cerca de 30 livros em 2025. (Foto: Arquivo pessoal/ I.C.M)Foto: Arquivo pessoal/ I.C.M
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