Plantas aquáticas vêm avançando descontroladamente no reservatório da Usina Hidrelétrica Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, já ultrapassa os limites da represa e pode ser visto ao longo do Rio Pardo, chegando à região de Bataguassu.
As macrófitas aquáticas, conhecidas popularmente como “alfaces-d’água”, formam grandes manchas verdes em diferentes pontos do curso do rio, resultando nas aberturas das comportas da Usina Hidrelétrica. O Rio Pardo deságua no Rio Paraná, fazendo com que a vegetação também seja observada nas proximidades do encontro entre os dois rios.
Quem passa pela MS-395, no trecho sobre a Ponte Jan Antonin Bata, que fica na divisa de Bataguassu e Santa Rita do Pardo, consegue observar a extensa concentração de plantas sobre a água. A situação também chama a atenção de quem utiliza a MS-040 na região de Santa Rita do Pardo.
Informações divulgadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), cerca de 25% da área do reservatório de aproximadamente 1.300 hectares já estaria ocupada por um denso tapete de vegetação aquática.
O cenário é preocupante devido aos possíveis impactos ambientais. A concentração das plantas reduz a entrada de luz solar nas camadas mais profundas da água, podendo afetar peixes e outros organismos aquáticos. O acúmulo da vegetação também pode favorecer o assoreamento e dificultar as navegações pelo rio.
Moradores da região já relatam dificuldades para utilizar embarcações no reservatório, já que a vegetação se acumula nos motores e impede o deslocamento dos barcos na região.



Grandes manchas verdes se estendem ao longo do curso do Rio Pardo na Região de Santa Rita do Pardo;Tiago Apolinário