Polícia Militar prende homem por violência doméstica e ameaças em Caarapó

Homem é preso após perseguir e ameaçar ex-companheira em Caarapó; PM alerta para importância de denúncias em casos de violência doméstica.

21 MAR 2025 Por Redação Jota FM 19h20

Nesta sexta-feira (21), por volta das 12h30, a Polícia Militar de Caarapó efetuou a prisão de um homem de 40 anos, acusado de violência doméstica e ameaças contra sua ex-companheira. A ação ocorreu na rua Osvaldo Aranha, no Jardim Moriá, após um chamado de emergência que alertava para uma possível tentativa de homicídio no município.

De acordo com a denunciante, que reside em Dourados, o relacionamento com o agressor havia terminado recentemente. Para se afastar das ameaças, ela buscou refúgio em Caarapó. No entanto, o acusado não aceitou o término e passou a enviar mensagens com conteúdo de violência psicológica, acusações de traição e ameaças veladas. Testemunhas relataram que o homem é usuário de drogas e possui um histórico de agressões e ameaças contra a vítima.

Em um incidente anterior, o acusado teria efetuado disparos de arma de fogo nas dependências da clínica onde a denunciante trabalha. Após o término do relacionamento, ele passou a perseguir a vítima em Dourados e, posteriormente, enviou mensagens afirmando que iria a Caarapó para "resolver" a situação, o que foi interpretado como uma ameaça à vida da mulher e de seus familiares.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Militar foi acionada e mobilizou suas equipes para interceptar o suspeito. A rápida ação resultou na prisão do homem, garantindo a segurança da denunciante e de seus familiares. O detido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde responderá pelos crimes de violência doméstica, ameaça e porte ilegal de arma de fogo.

Comandante da PM destaca importância da ação enérgica  

O Major Matheus Taniguchi, comandante da Polícia Militar em Caarapó, reforçou a seriedade com que a corporação trata os casos de violência doméstica. Ele destacou o potencial de tragédia que a negligência nessas ocorrências pode acarretar e enfatizou a necessidade de uma atuação firme do Estado para proteger as vítimas.

"Compreendemos que o término de um relacionamento pode ser um momento turbulento, mas em situações de ânimos exaltados, o diálogo não é a melhor solução. Se a mulher expressa o desejo de não conversar, é fundamental evitar a aproximação, pois a polícia agirá com o rigor da lei para conter o agressor. Infelizmente, vivemos em tempos que exigem uma atuação mais enérgica do Estado para proteger a vida das mulheres e combater o feminicídio, e para isso, utilizaremos todos os recursos disponíveis", declarou o comandante.

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