O presidente do Sindicato Rural de Caarapó, Carlos Eduardo Macedo Marquez, o Cacá, comentou nesta quinta-feira (17), em entrevista ao site Notícias Agrícolas, sobre o andamento da colheita de milho no Vale da Esperança. Segundo ele, apesar dos desafios climáticos enfrentados durante o ciclo, a colheita está avançando bem e a produtividade está dentro das expectativas.
Carlos informou que aproximadamente 45% a 50% da área plantada já foi colhida, com apoio das condições climáticas favoráveis. “Graças a Deus está correndo tudo bem. O tempo está ajudando. Estamos numa estiagem que já dura quase 30 dias, o que facilita o avanço das máquinas no campo”, explicou.
Produtividade e impacto climático
Mesmo com alguns contratempos, como estiagem no início do ciclo e geadas recentes, a produtividade está estimada entre 80 e 85 sacas por hectare, o que é considerado satisfatório. “O primeiro plantio teve problema com estiagem e agora, no finalzinho, mais um pouco com a geada, mas ainda assim, a média deve se manter”, avaliou o presidente.
Logística e comercialização
No que diz respeito à logística, Carlos relatou que os produtores da região não enfrentam dificuldades para o escoamento da produção. “Por enquanto está tranquilo. Não estamos tendo problema nenhum nesse aspecto”, afirmou.
No entanto, o cenário de preços baixos no mercado interno preocupa os agricultores. “Infelizmente, como sempre, a hora da boleta está baixa. A saca de milho, que era esperada na faixa de R$ 60 a R$ 70, hoje está sendo comercializada entre R$ 40 e R$ 48 na nossa região”, lamentou.
Mesmo com os valores abaixo do ideal, a colheita deve proporcionar alguma rentabilidade, segundo o dirigente sindical. “Não vai ser um grande lucro, mas o custo médio por hectare gira em torno de R$ 40 a R$ 45, então com uma produção de 80 a 85 sacas, ainda haverá retorno, mesmo que modesto”, ponderou.
Expectativa para a safra de soja 2025/2026
Carlos também comentou sobre os preparativos para a safra de soja 2025/2026. Segundo ele, o cenário atual é de incertezas, tanto em relação aos preços quanto à política agrícola. “Está tudo mudando, e o produtor está atento ao que acontece no Brasil e nos Estados Unidos. Os insumos já foram adquiridos a preços elevados e agora aguardamos que o governo tome medidas para não prejudicar ainda mais o setor”, concluiu.
A fala do presidente reflete o compromisso dos produtores rurais de Caarapó, que mesmo diante das adversidades continuam trabalhando com planejamento e cautela, buscando garantir a sustentabilidade da atividade agropecuária no município.
A entrevista por vídeo foi concedida ao jornalista Guilherme Dorigatti
Fonte: Portal da Cidade de Caarapó/José Carlos

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