O presidente da Câmara de Vereadores de Cassilândia, Arthur Barbosa (União Brasil), esteve numa noite, no mínimo infeliz, nessa segunda-feira 11 de março, durante sessão do legislativo.
Ao usar o gênero “mulher”, o presidente da Câmara de Vereadores extravasou preconceito, numa clara misoginia, na mesma noite em que citou “língua” e “restante do corpo” para se dirigir a uma mulher, a vereadora Sumara Leal.
Durante o pronunciamento do vereador José Martiniano, a vereadora Sumara Leal perguntou ao presidente que ele cortava a voz apenas de mulher e não de homem quando este saia do assunto em pauta.
Aí o presidente não resistiu e mandou essa: “Primeiro, nobre colega, a sua fala como mulher acaba envergonhando… porque a senhora conhece o regimento e não está cumprindo, cortando a fala do nobre colega que está usando a tribuna; pode continuar o seu pronunciamento, nobre colega”.
Claramente o presidente da Casa deu tratamento desigual aos dois com base na diferença de gênero, afinal foi cortado o som do microfone da vereadora quando esta se pronunciava tendo mudado o assunto da pauta, ou seja, o vereador fez o mesmo e o presidente nada fez para impedi-lo. Arthur Barbosa, presidente da Câmara na terça-feira 12 de março, com a intenção de tentar se explicar diante da fala infeliz proferida durante sessão legislativa.
Em vez de fazer o seu “mea culpa”, reconhecer o erro com clareza, ele foi evasivo e tentou se passar por vítima.
O fato é tão grave que ele mereceu uma nota de repúdio feita pelo seu partido, o União Brasil.

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