Inadimplência atinge 1,3 milhão de pessoas em Mato Grosso do Sul

Estado soma R$ 11,1 bilhões em dívidas, mas ritmo de crescimento dos consumidores inadimplentes desacelerou em 2026

16 AGO 2026Por Redação Jota FM06h00
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Mais de 1,3 milhão de pessoas estão inadimplentes em Mato Grosso do Sul, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, referente a julho. Ao todo, os consumidores acumulam 6,2 milhões de dívidas, que somam R$ 11,1 bilhões em débitos.

Apesar do volume de consumidores com o nome negativado, o estado apresentou desaceleração no crescimento da inadimplência. Entre maio e julho de 2025, a média de crescimento foi de 0,84%, enquanto no mesmo período deste ano ficou em 0,23%.

No cenário nacional, 75,08 milhões de brasileiros estavam inadimplentes em julho, conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O número corresponde a 44,75% da população adulta e representa o maior registro da série histórica iniciada em 2011.

A quantidade de negativados no país aumentou 0,47% entre junho e julho. As dívidas com quatro a cinco anos de atraso apresentaram o maior crescimento em relação a julho de 2025, com alta de 38,97%.

Ao mesmo tempo, a busca por renegociação de débitos aumentou. Entre maio e julho, mais de 14 milhões de acordos foram fechados pelo Serasa Limpa Nome em todo o país, crescimento de 41% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Mais de 7 milhões de consumidores utilizaram a plataforma para renegociar dívidas no período. O movimento acompanha o aumento da preocupação dos brasileiros com a reorganização do orçamento.

Segundo a especialista em educação financeira Aline Viera, o período é uma oportunidade para revisar o planejamento financeiro. “O meio do ano é um momento importante para refletir sobre o planejamento financeiro e ajustar a rota quando necessário”, afirmou.

Uma pesquisa realizada em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que 49% dos brasileiros pretendem quitar dívidas até o fim de 2026. Outros 32% querem limpar o nome e 29% planejam formar uma reserva financeira para emergências.

Aline Viera avalia que a regularização dos débitos pode reduzir o impacto dos juros e facilitar o acesso ao crédito. “Regularizar os débitos reduz o peso dos juros, melhora o acesso ao crédito e abre espaço para que objetivos financeiros, como formar uma reserva ou investir, se tornem mais viáveis”, disse.

O levantamento também aponta que 55% dos entrevistados têm como principal objetivo manter as contas em dia, seis pontos percentuais acima do resultado de 2025. Além disso, 54% afirmaram que costumam revisar o planejamento financeiro no meio do ano.

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