Depois de anos de luta e reivindicações, em 1930 o direito ao voto das mulheres foi instituído no Brasil pelo então presidente Getúlio Vargas.
Quando instituído, o voto ainda era cheio de restrições: apenas mulheres casadas e com autorização do marido, solteiras com renda própria ou viúvas podiam votar, tornando-se de fato amplo e irrestrito só em 1934.
A luta pelo direito ao voto chegou ao Brasil em 1919, através da bióloga Bertha Luz, que trouxe estes ideais de Paris. Junto com a militante anarquista Maria Lacerda de Moura, Bertha fundou a Liga Pela Emancipação Intelectual da Mulher, que mais tarde se tornaria a Federação Pelo Progresso Feminino. O direito ao voto feminino foi conquistado no Brasil antes da maioria dos países latino-americanos – em parte, pela relação próxima que as sufragistas tinham com a elite política.
Hoje mulheres podem ser candidatas e participar ativamente da política, tendo inclusive elegido uma mulher para a presidência da República.


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