Luiza Ribeiro defende mais políticas públicas para mulheres em MS

Candidata a deputada estadual pelo PT fala sobre violência contra a mulher, proteção à infância, saúde pública, representatividade feminina e fiscalização do Executivo durante entrevista à Jota FM

28 SET 2026Por Hyan Martins08h39
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A vereadora de Campo Grande e candidata a deputada estadual Luiza Ribeiro (PT), defendeu durante entrevista ao programa Bom dia Jota a ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres, o fortalecimento da fiscalização sobre o Poder Executivo e a criação de estruturas de atendimento para mulheres, crianças e adolescentes em Mato Grosso do Sul.

Na reta final da campanha eleitoral, Luiza afirmou que pretende levar à Assembleia Legislativa a experiência acumulada durante sua atuação como vereadora e em cargos públicos. Entre os temas abordados na entrevista estiveram a baixa representatividade feminina na política, a violência contra as mulheres, a proteção às crianças, a saúde pública, a administração de Campo Grande e a fiscalização dos recursos públicos.

Ao falar sobre a participação feminina na política, a candidata destacou a diferença entre homens e mulheres nos espaços legislativos. Segundo ela, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul possui 24 vagas, mas apenas três são ocupadas atualmente por mulheres.

Para Luiza, a baixa presença feminina está relacionada, entre outros fatores, à sobrecarga de responsabilidades atribuídas às mulheres. Ela citou como exemplo as famílias que possuem pessoas com deficiência e afirmou que, em grande parte desses lares, os cuidados ficam concentrados nas mulheres.

“Na verdade, a gente tem o fato social de que as mulheres estão muito ocupadas com outras tarefas”, afirmou.

A candidata também defendeu maior participação das mulheres nas decisões políticas e afirmou que homens e mulheres devem participar desse processo. Segundo Luiza, a presença feminina nos parlamentos é necessária para que questões específicas relacionadas às mulheres tenham maior atenção na formulação de políticas públicas.

Entre os problemas citados, ela destacou a desigualdade salarial e a violência contra a mulher. Luiza também mencionou dados sobre feminicídio em Mato Grosso do Sul e afirmou que a violência contra as mulheres não pode ser tratada como algo normal pela sociedade.

“A política precisa ter mulheres lá no plenário, porque nós precisamos cuidar das mulheres”, declarou.

A candidata também criticou a estrutura atualmente disponível para políticas públicas destinadas às mulheres em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, o Estado precisa ampliar os programas de proteção e atendimento e criar estruturas permanentes para atender vítimas de violência.

Luiza citou as Casas da Mulher Brasileira previstas para Dourados, Ponta Porã e Corumbá. Segundo a candidata, recursos federais destinados aos projetos estão disponíveis desde 2024, mas as unidades ainda não foram construídas.

 Ela também defendeu a criação de uma Secretaria Estadual de Mulheres e criticou a redução da estrutura técnica responsável pelas políticas voltadas ao público feminino.

“Na área de proteção às mulheres nós não podemos permitir”, afirmou, ao defender a manutenção de uma estrutura maior para desenvolver programas de proteção e atendimento.

Outro tema abordado durante a entrevista foi a proteção de crianças e adolescentes. Luiza afirmou que Mato Grosso do Sul enfrenta problemas relacionados à violência sexual contra crianças e citou o caso da menina Sophia Ocampo, ocorrido em Campo Grande em 2023, como um dos episódios que motivaram discussões sobre a necessidade de ampliar a estrutura de proteção.

A candidata afirmou que defendeu a criação de um centro integrado de atendimento à criança e ao adolescente e disse que o projeto ainda não foi concretizado.

Segundo Luiza, a estrutura deveria reunir serviços para atender crianças e adolescentes vítimas de violência, facilitando o atendimento e a articulação entre diferentes órgãos públicos.

Na área da saúde, a candidata criticou a situação dos serviços públicos de Campo Grande e também questionou a atuação da Secretaria de Estado de Saúde. Ela citou problemas relacionados ao abastecimento de medicamentos, atendimento nos postos de saúde e gestão de recursos públicos.

Luiza também mencionou investigações e denúncias relacionadas à regulação de vagas hospitalares e à aquisição de medicamentos de alto custo. Ao comentar o assunto, defendeu maior fiscalização sobre os contratos e procedimentos realizados pelo poder público.

Para a candidata, uma das principais funções do Legislativo é acompanhar e fiscalizar os atos do Executivo. “Os deputados são eleitos para fiscalizar, e é essa a minha tarefa principal”, declarou.

Luiza relacionou essa função à atuação que exerce atualmente como vereadora. Segundo ela, caso seja eleita deputada estadual, pretende manter a mesma postura de fiscalização em relação ao Governo do Estado.

Durante a entrevista, a candidata também criticou a administração de Campo Grande e afirmou que a Câmara Municipal precisa exercer de forma mais efetiva sua função de fiscalização. Ela citou problemas relacionados à saúde, infraestrutura e gestão administrativa.

Assista à entrevista completa:

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