SUS pode oferecer canetas emagrecedoras para tratamento de obesidade

Ministério da Saúde acompanha pacientes que usam semaglutida e prepara protocolo para definir critérios de tratamento e acompanhamento na rede pública

19 SET 2026Por Redação Jota FM06h00
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Medicamentos à base de semaglutida usados no tratamento da obesidade estão sendo avaliados pelo Ministério da Saúde para uma possível oferta pelo SUS. A análise considera resultados iniciais de um estudo realizado com pacientes da rede pública em Porto Alegre.

O acompanhamento começou em junho no Grupo Hospitalar Conceição, onde 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças serão monitorados por equipes médicas. O objetivo é avaliar os efeitos do tratamento e estabelecer critérios para o uso dos medicamentos no sistema público.

Entre os pacientes acompanhados estão pessoas que aguardam por cirurgia bariátrica. O estudo pretende verificar se o controle da obesidade com a medicação pode fazer com que, em alguns casos, o procedimento cirúrgico deixe de ser necessário.

A pesquisa também acompanha possíveis impactos do tratamento sobre doenças cardiovasculares. Outro ponto analisado é a eventual influência da medicação na redução da reincidência do câncer de mama.

Os resultados do estudo serão considerados pelo Ministério da Saúde na definição dos próximos passos. A eventual incorporação dos medicamentos ao SUS ainda depende da análise das evidências e da elaboração de um protocolo clínico.

Esse protocolo deverá estabelecer quais pacientes poderão receber o tratamento e quais critérios deverão ser seguidos pelos profissionais de saúde. Também deverão ser definidas as formas de acompanhamento dos pacientes durante o uso da medicação.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos que ganhou popularidade pelo uso no tratamento da obesidade. No SUS, uma eventual distribuição dependerá das regras estabelecidas pelo protocolo e das decisões adotadas após a conclusão das avaliações.

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