Grupo usava Três Lagoas como base de apoio ao tráfico de drogas

Investigação aponta transporte de cocaína da Bolívia, prende dois e bloqueia R$ 4 milhões em bens da organização

29 ABR 2026Por Redação Jota FM14h02
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A Polícia Federal (PF) prendeu duas pessoas nesta quarta-feira (29) durante a Operação Fidelis, que investiga uma organização criminosa suspeita de usar Três Lagoas como centro logístico para o tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. O grupo é apontado como responsável pelo transporte de cocaína vinda da Bolívia para grandes centros urbanos do país.

Além das prisões preventivas, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio e sequestro de bens. As ordens foram expedidas pela Justiça Estadual de Três Lagoas.

Segundo a investigação, a organização mantinha uma estrutura permanente para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga. O município de Três Lagoas funcionava como entreposto estratégico dentro da rota do tráfico.

A apuração identificou indícios de participação do grupo no transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes. A cocaína chegava ao Estado e seguia para outros centros consumidores por meio de uma rede logística articulada.

Além da movimentação da droga, os investigados também são suspeitos de utilizar mecanismos financeiros para ocultar valores obtidos com a atividade criminosa. A Polícia Federal apura crimes de lavagem de capitais e organização criminosa.

As medidas patrimoniais resultaram no bloqueio de aproximadamente R$ 4 milhões. A intenção é retirar recursos da organização e impedir a continuidade das operações ilegais.

Durante as diligências, os policiais buscaram documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro e outros materiais de interesse da investigação. O conteúdo será submetido à análise pericial e financeira.

A Polícia Federal também apontou forte vínculo familiar entre integrantes do grupo. Os dois presos são irmãos e, conforme a investigação, atuavam no repasse de ordens, valores e informações sensíveis dentro da estrutura criminosa.

Os presos permanecem à disposição da Justiça Federal. As investigações continuam para identificar outros participantes e aprofundar a responsabilização penal dos envolvidos.

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