Lava-jato e conveniência são fechados por suspeita de venda de drogas e bebidas falsas

Estabelecimentos no Jardim Rancho Alegre eram alvo de denúncias sobre comércio de entorpecentes, movimentação noturna e presença de pessoas armadas

04 SET 2026Por Redação Jota FM09h24
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Um lava-jato e uma conveniência foram lacrados nesta quinta-feira (3), no Jardim Rancho Alegre, em Campo Grande, após denúncias de que os estabelecimentos seriam usados como pontos de venda de drogas. A fiscalização também resultou na apreensão de maconha e na prisão de um homem que era procurado pela Justiça.

As denúncias recebidas pela Polícia Civil apontavam movimentação intensa de pessoas durante a noite, além de relatos sobre consumo de entorpecentes, som alto e indivíduos que estariam portando armas de forma ostensiva. Os dois comércios funcionam lado a lado e passaram a ser alvo de investigação após as informações chegarem às autoridades.

Equipes da 6ª Delegacia de Polícia, do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (DECAT), com apoio do Procon, participaram da ação. Durante as diligências, foram apreendidos 522 gramas de maconha e um veículo GM Corsa.

Na conveniência, os policiais também encontraram bebidas com suspeita de falsificação, cigarros de origem estrangeira, joias e dinheiro em espécie. Anotações localizadas no estabelecimento ainda serão analisadas porque, inicialmente, apresentam possíveis indícios relacionados à agiotagem e à extorsão.

Durante a operação, os agentes localizaram um homem, de 27 anos, dentro de um dos estabelecimentos. Ele tinha contra si um mandado de prisão preventiva e é investigado por envolvimento em diversos crimes.

Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de participação em tráfico de drogas na região da Vila Fernanda. A investigação também apura se ele teve envolvimento em furtos praticados contra empresas da região.

Os proprietários do lava-jato e da conveniência não estavam nos estabelecimentos durante a fiscalização. Eles foram identificados e deverão ser ouvidos pelos investigadores para esclarecer eventuais responsabilidades pelas irregularidades encontradas.

Ao término da ação, o Procon lacrou administrativamente os dois estabelecimentos. A medida foi adotada em razão das irregularidades constatadas durante a fiscalização.

A Polícia Civil continuará analisando os materiais apreendidos e realizando novas diligências. Os responsáveis pelos comércios também deverão prestar depoimento, enquanto os investigadores buscam esclarecer se os locais eram utilizados efetivamente para o comércio de drogas e se outras pessoas participavam das atividades investigadas.

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