Operação mira grupo que aplicava golpes em idosos e movimentou R$ 2,3 milhões com fraudes

Ação do MPMS e forças policiais de São Paulo cumpriu mandados contra investigados por estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa em três cidades paulistas

26 MAI 2026Por Redação Jota FM14h29
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Crédito Fantasma para desarticular um grupo investigado por aplicar golpes financeiros contra idosos, aposentados e beneficiários do INSS. A ofensiva cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Guarulhos.

A investigação aponta que os suspeitos atuavam de forma estruturada na prática de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de capitais. O grupo se passava por funcionários de instituições bancárias para enganar as vítimas. A partir disso, induzia transferências via Pix sob falsas justificativas de regularização ou estorno de valores.

Segundo o MPMS, os criminosos utilizavam dados bancários obtidos de forma ilegal e documentos falsificados. Após receberem os valores, o dinheiro era distribuído entre diversas contas para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras. Em um dos casos apurados, um dos investigados teria movimentado mais de R$ 2,3 milhões.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Durante a operação, foram recolhidos celulares, computadores e documentos que devem auxiliar na continuidade das investigações. A apuração contou com análise de dados bancários e telemáticos.

A ação teve atuação conjunta da 10ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do MPMS e do Gaeco de São Paulo, além do apoio das Polícias Civil e Militar paulistas. O trabalho também identificou dezenas de vítimas em diferentes regiões do país.

O Ministério Público reforçou a orientação para que a população desconfie de contatos não solicitados em nome de bancos ou instituições financeiras. Segundo o órgão, instituições oficiais não exigem transferências para contas de terceiros como condição para cancelamento ou regularização de serviços. O caso segue sob investigação.

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